Para evitar título do rival no Brasileirão de 2010, a torcida do Palmeiras fez pressão para o time ser derrotado pelo Fluminense na penúltima rodada

Torcedores do Palmeiras ficaram juntos com os torcedores do Fluminense
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Torcedores do Palmeiras ficaram juntos com os torcedores do Fluminense

Em novembro de 2010, Fluminense e Corinthians disputavam ponto a ponto o título do Campeonato Brasileiro. Na penúltima rodada, o clube carioca enfrentou o Palmeiras e uma cena inusitada tomou conta da Arena Barueri. Com cartazes, faixas e gritos de guerra, os torcedores alviverdes exigiram a derrota do próprio time para prejudicar o arquirrival.

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Quando Dinei abriu o placar para o Palmeiras, a maior parte da torcida presente na Arena Barueri passou a ofender o atacante. De quebra, o goleiro Deola foi alvo de copos de água por evitar um gol do Fluminense. Depois, quando o clube carioca conseguiu a virada e manteve a ponta da competição, a festa alviverde foi total.

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Se não bastasse o clamor da torcida pela entregada, Wlademir Pescarmona, então diretor de futebol do Palmeiras, chutou o balde dias antes da partida. “Por mim, o time nem entrava em campo, a gente dava WO”, comentou.

Agora, dois anos depois, o Palmeiras vai precisar contar com a ajuda do maior rival para permanecer na primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O clube do Palestra Itália está seis pontos atrás do Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Neste sábado, a equipe de Salvador enfrenta o Corinthians, às 18h30 (horário de Brasília), no Pacaembu.

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A torcida do Palmeiras levou faixas e cartazes exigindo a derrota do time
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A torcida do Palmeiras levou faixas e cartazes exigindo a derrota do time

No mesmo horário, em Araraquara, o Palmeiras recebe o Cruzeiro. Dependendo dos resultados, o time de Gilson Kleina pode terminar a 32ª rodada do Campeonato Brasileiro apenas três pontos atrás do 16º colocado.

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“Com certeza tem que torcer para o Corinthians nos ajudar nessa luta contra o rebaixamento. Estamos em uma situação difícil. Diminuímos a desvantagem na última rodada, agora que dê tudo certo contra o Cruzeiro para a vantagem cair ainda mais”, disse o volante João Dernoni, em entrevista à Rádio Globo.

Indagado sobre o assunto, o técnico Tite garantiu que o Corinthians não pensa em entregar o jogo contra o Bahia e falou em dignidade. "O Corinthians vai para o jogo com a mesma dignidade do presidente Mário Gobbi, do vice Roberto de Andrade, do diretor Duílio Monteiro Alves, do grupo de atletas e do técnico, que tem 51 anos e pode olhar para trás com orgulho", explicou.

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"Eu sei o lado do torcedor (que vai torcer para o Corinthians perder para o Bahia), mas quero pessoas dignas e de caráter representando o meu clube", acrescentou o técnico campeão da Copa Libertadores.

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