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Na volta de Ceni, São Paulo goleia o Fla com dois de Luis Fabiano

Com mais de 30 mil pessoas no Morumbi, são-paulinos não tomaram conhecimento do rival, que ainda não venceu sob o comando de Dorival Júnior

iG São Paulo * |

Em um domingo perfeito para a torcida do São Paulo, que compareceu em bom número ao Morumbi sob o sol da tarde de domingo, o time goleou o Flamengo por 4 a 1. A goleada foi ainda mais animadora porque marcou a volta de Rogério Ceni ao futebol e o reencontro do atacante Luis Fabiano com o gol.

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Ceni voltou ao São Paulo após seis meses se recuperando de cirurgia no ombro direito. Foi sua estreia nesta temporada. Já Luis Fabiano marcou dois gols sobre o Flamengo, revertendo uma má fase pessoal que já ameaçava seu futuro no clube. A principal organizada do São Paulo está em campanha contra o camisa 9.

Para o Flamengo, a situação é inversa. De pesadelo. O time rubro-negro não se acerta em campo e fora dele. O técnico Dorival Júnior fez sua segunda partida no cargo e ainda não conseguiu vencer (empatou por 0 a 0 com a Lusa na estreia). O time não se acerta em campo, situação que só faz aumentar a incrível pressão da torcida.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

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Luis Fabiano tirou a camisa do São Paulo e deu um beijo no escudo do clube

Aos 41 minutos do primeiro tempo, Maicon abriu o placar. Depois, foi a vez de Luis Fabiano, em dois cabeceios sem marcação e com a meta livre, balançar as redes aos 46 minutos da etapa inicial e aos 14 do segundo tempo. Aos 21 da etapa final, Ramon descontou, mas os visitantes não tiveram qualidade para sonhar com algo além da derrota. Nem uma goleada, configurada com assistência de Luis Fabiano para Jadson, aos 47.

O São Paulo chegou a 22 pontos, aproximando-se da zona de classificação para a Libertadores do Campeonato Brasileiro, e pode ficar ainda mais perto da parte de cima da tabela se vencer o Sport no próximo domingo, de novo no Morumbi - na quarta-feira, estreia na Sul-americana diante do Bahia, em Salvador.

O Rubro-Negro, por sua vez, fica mais perto da zona de rebaixamento do que do G4 por ter 16 pontos e tenta se recuperar no sábado, contra o Atlético-MG, no Engenhão.

O jogo
Talvez para mostrar que realmente não era o salvador da pátria, Rogério Ceni não puxou a fila dos jogadores na saída do vestiário. E realmente a equipe não precisou de seu capitão no primeiro tempo. O Flamengo não fez o goleiro trabalhar nem para cobrar faltas. Errou demais, para benefício dos anfitriões.

Veja também: Luis Fabiano deixa o campo sem sorrir, mas diz amar o São Paulo

Em seu segundo jogo à frente do Rubro-negro, Dorival Júnior manteve a estrutura que mais marca do que joga armada por seu antecessor, Joel Santana. A zaga, composta por atletas que falham demais, era protegida por Airton e Luiz Antonio, que quase não saiam da cabeça da área. Ibson, sozinho, tinha que carrega a bola para Adryan ou Camacho fazerem Vagner Love ser mais do que um espectador que se movimenta em campo.

Apesar disso, Ney Franco, que iniciou a partida com duas derrotas, um empate e só uma vitória no São Paulo, não quis mexer no 3-5-2 sugerido pelo coordenador técnico e ex-treinador interino Milton Cruz. Desta forma, tinha o lado direito bem protegido com João Filipe na zaga e Rodrigo Caio na ala e liberando Cortez para se quase um ponta esquerda.

Leia ainda: Com gols sobre o Fla, Luis Fabiano se torna o sétimo maior artilheiro do São Paulo

Maicon saía com a bola à procura de Jadson ou Ademilson e até Luis Fabiano, de volta após contratura na coxa esquerda. A alternativa dava certo, já que o número de marcadores não fechava o espaço à frente da área flamenguista. A equipe carioca, por alguns minutos, conseguiu se aproveitar do fato de Denilson estar sozinho na cabeça de área adversária, mas logo foi punido por seus muitos erros de passe.

Não demorou para o Tricolor comprovar sua superioridade. E a estreia de Rogério Ceni na temporada passou a ter outro goleiro como destaque: Paulo Victor. O camisa 27 mostrou qualidade logo aos 16 minutos, quando foi o único jogador do Flamengo a ir para cima de Luis Fabiano na pequena área e evitar o gol com os pés.

Aos 25 minutos, em mais uma prova de que o grande número de atletas na defesa não significa qualidade, Luis Fabiano desviou entre os zagueiros um cruzamento de Cortez e obrigou Paulo Victor a saltar em seu canto direito para manter o 0 a 0. O goleiro apareceu bem de novo na cobrança de escanteio no minuto seguinte, saindo nos pés do desmarcado Rodrigo Caio. Aos 31, foi a vez de evitar com um soco que uma cabeçada para trás que virou passe para Ademilson parasse nas redes.

Veja mais: Rogério Ceni reclama de dores, mas Ney Franco o quer em campo quarta-feira

Mas estava tão fácil passar pela defesa que vestia preto e vermelho que deu para ser constatado: Paulo Victor não é tão bom assim. Pior foi Ramon. Aos 41 minutos, o ex-lateral esquerdo do Corinthians perdeu a bola na defesa por Rodrigo Caio, foi facilmente driblado pelo volante improvisado na lateral direita e, do chão, viu o garoto rolar para Maicon, da entrada da área, chutar no cantinho de Paulo Victor.

A vitória por 1 a 0 já era justa, mas Paulo Victor falhou e contribuiu para um placar maior antes do intervalo. Aos 46 minutos, Jadson cobrou escanteio da direita e o goleiro saiu muito mal do gol, sem nem ver a bola passar por perto. Como Wellington e González já haviam provado todas as suas deficiências, Luis Fabiano estava livre na segunda trave para cabecear no gol vazio.

Em fase de conhecimento do elenco, Dorival Júnior, que já havia sido obrigado a trocar nos acréscimos do primeiro tempo o machucado Airton por Amaral, voltou do intervalo queimando suas duas últimas substituições mexendo em seus armadores: Thomas e Bottinelli entraram nos lugares de Camacho, imperceptível na partida, e do esforçado Adryan.

Mesmo assim, o Flamengo não deu oportunidade para a torcida presente ver Rogério Ceni provar estar totalmente recuperado da cirurgia no ombro direito - o ídolo segue fazendo tratamento e evita levantar o braço direito quando não está treinando ou jogando, poupando o local operado. O São Paulo soube se posicionar bem na defesa, apostando em Ademilson para puxar contra-ataques em busca de Luis Fabiano ou do gol.

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Enquanto Ramon comemora o gol de honra do Flamengo, Vágner Love corre para repor a bola

O Rubro-negro levava tão pouco perigo que, aos poucos, o time de Ney Franco foi atacando com mais atletas. Mas a solução era mesmo Ademilson. Aos 14 minutos, o atacante de 18 anos brigou pela bola na ponta direita e, no chão, conseguiu passá-la para Cortez, na linha de fundo, cruzar na cabeça de Luis Fabiano. Não havia ninguém para atrapalhar o artilheiro, já que mais uma vez a zaga errou e Paulo Victor havia saído mal do gol. Novamente de cabeça com a meta vazia, o centroavante balançou as redes.

A tranquilidade era tão grande que o Tricolor subestimou demais seu rival a ponto de permitir sem nem correr atrás de seus adversários uma troca de passes na proximidade da área, aos 21 minutos. Assim, a bola chegou à grande área com Ramon sem nenhuma marcação para chutar entre João Filipe e a trave, diminuindo o placar.

Na sequência, em uma das poucas vezes em Rogério Ceni apareceu sem ser repondo a bola com os pés, o goleiro saiu da área e furou, aos 27 minutos. O erro só não virou gol porque Cortez se antecipou a Vagner Love, mas estava claro como o time estava desligado da partida.

Para reforçar seu meio-campo e renovar seu ataque, Ney Franco trocou Rodrigo Caio, Maicon e Ademilson por João Schmidt, Cícero e Willian José, mudando o esquema para o 4-4-2 com João Filipe na lateral direita. Mesmo assim, faltou comunicação, tanto que Rodrigo Caio entrou no campo sem saber que tinha sido substituído e o árbitro, ao ver que o anfitrião atuava com 12 atletas, deu amarelo ao volante.

Mas não havia confusão suficiente para o Flamengo estragar as voltas de Rogério Ceni e Luis Fabiano no Morumbi, até por raramente acertar o gol. Atrás, diante de um rival que errava demais, Maicon e, principalmente, Luis Fabiano souberam aproveitar para garantir a primeira vitória de Ney Franco como mandante no Tricolor. O centroavante ainda deu assistência para Jadson transformar a vitória em goleada nos acréscimos.

*Com a Gazeta Esportiva

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 4 X 1 FLAMENGO

Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 29 de julho de 2012, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Público: 33.376 pagantes
Renda: R$ 951.033,00
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Adailton José de Jesus Silva (BA)
Assistentes adicionais: Wilton Pereira Sampaio (GO) e Edivaldo Elias da Silva (PR)
Cartões amarelos: Luis Fabiano e Rodrigo Caio (São Paulo); Ramon (Flamengo)

Gols:
SÃO PAULO: Maicon, aos 41, e Luis Fabiano, aos 46 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 14, e Jadson, aos 47 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Ramon, aos 21 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Rogério Ceni; João Filipe, Rafael Toloi e Rhodolfo; Rodrigo Caio (Cícero), Denilson, Maicon (Willian José), Jadson e Cortez; Ademilson (João Schmidt) e Luis Fabiano
Técnico: Ney Franco

FLAMENGO: Paulo Victor; Leonardo Moura, Wellinton, Marcos González e Ramon; Airton (Amaral), Luiz Antônio, Ibson e Camacho (Bottinelli); Adryan (Thomas) e Vagner Love
Técnico: Dorival Júnior

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