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Bernardinho foi acusado de transfobia durante partida entre Sesc-RJ (time que treina) e o Sesi/Bauru

Na noite desta terça-feira (26) aconteceram duas partidas das quartas de final da Superliga de Vôlei feminino. Uma delas foi o embate entre Sesc-RJ e Sesi/Bauru que foi marcado por um episódio de transfobia do treinador Bernardinho.

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Momento depois que a jogadora Tifanny Abreu marcou um ponto para o Sesi/Bauru, o técnico do Sesc-RJ foi flagrado por câmeras do ginásio dizendo “Um homem, é f**!”. A declaração de Bernardinho repercurtiu nas redes sociais e foi classificada como transfobia .

O perfil do Angels Volley Brazil, equipe LGBT criada há 11 anos, repudiou a fala do treinador. “Transfóbicos e homofóbicos não vão passar sem serem apontados na nossa página. Pode ser o papa do vôlei ... Vamos desmascarar todos!” diz a postagem. Assista abaixo o momento.

Na manhã desta quarta-feira (27), Bernardinho se desculpou nos comentários do perfil. “Peço desculpas a todos. Não foi minha intenção e forma alguma ofendê-la. Me referia ao gesto técnico e ao controle físico que ela tem, comum aos jogadores do masculino e que a maior parte das jogadoras não têm”, escreveu.

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O treinador ainda elogiou a atuação da oposta do Sesi/Bauru durante a partida. “À Tiffany dou meus parabéns pela grande atuação e conquista e a todos que se sentiram ofendidos reitero minhas desculpas, pois jamais foi minha intenção”.

O Sesi/Bauru venceu o Sesc-RJ por 3 sets a 1 e será a primeira vez em 22 anos que Bernardinho não chega as semifinais da Superliga feminina. As últimas 14 finais tiveram a presença do ex-treinador da seleção feminina do Brasil.

Tiffany abriu debate sobre a transfobia no esporte

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Reprodução/Instagram
Tifanny Abreu está no Vôlei Bauru desde 2017 e é autorizada pela CBV e FIBA a atuar em campeonatos femininos

Tifanny Abreu é a primeira mulher trans a disputar uma partida oficial da Superliga. Antes de completar sua transição de gênero, ela participou de alguns campeonatos no Brasil como homem.

Após realizar sua cirurgia de mudança de sexo na Bélgica, em 2017 ela obteve uma permissão da Federação Internacional de Voleibol (FIBA) para competir em ligas femininas e jogou na segunda divisão da Itália. No mesmo ano, Tifanny assinou com o Vôlei Bauru e, em dezembro do mesmo ano, foi aprovada pela comissão médica da CBV.

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Desde que começou a competir no Brasil ela tem enfrentado a transfobia . É importante lembrar que desde 2015 o Comitê Olímpico Internacional (COI) autorizou transexuais a atuarem no esporte e, com todas as

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