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Rae Carruth defendeu o Carolina Panthers em 1997. Em 2001 foi acusado de planejar o assassinato da namorada grávida. O filho de Rae, Chancellor, hoje é adolescente e tem paralisia cerebral por causa do ataque contra a mãe

O ex-jogador da NFL, Rae Carruth ficou 18 anos na prisão por conspiração de homicídio
Reprodução
O ex-jogador da NFL, Rae Carruth ficou 18 anos na prisão por conspiração de homicídio

Não é novidade para os fãs de futebol americano que muitos dos atletas que atuam na NFL (liga norte-americana) se envolvem em questões violentas extracampo. Um levantamento do New York Times revelou que entre 2000 e 2014, 713 jogadores já tinham tido problemas com a Justiça. Nesta semana, um ex-jogador da NFL voltou a ser notícia num cenário parecido.

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Rae Carruth, atleta da Universidade do Colorado e que foi a primeira escolha do Draft do Carolina Panthers em 1997, saiu da penitenciária no último domingo depois de cumprir uma pena de 18 anos pelo assassinato da namorada dele na época. O ex-jogador da NFL foi acusado de conspiração.

Com um contrato inicial de quatro anos e ganhando 3,7 milhões de dólares, Rae só conseguiu atuar por três temporadas. Em seu primeiro ano como titular, o wide receiver chegou a ser escolhido para o time de melhores da temporada. No ano seguinte quebrou o pé direito no jogo de abertura e no dia 17 de outubro de 1999 fez sua última partida como profissional.

Um mês depois desse jogo, Cherica Adams, namorada de Carruth na época, foi atacada com quatro tiros quando voltava do cinema. A mulher chegou a ligar para a emergência e pedir ajuda, mas não resistiu. O filho do casal, Chancellor Lee Adams, sobreviveu, mas teve graves problemas cerebrais.

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Em 2001, um júri considerou o ex-jogador da NFL culpado de ‘conspiração para cometer assassinato em primeiro grau, atirando em um veículo ocupado, usando um instrumento para destruir um feto’. A pena foi de 18 anos e 11 meses de prisão . O autor dos disparos, Brett Watking, foi sentenciado a um período mínimo de 40 anos na penitenciária.

Ontem, dia 21 de outubro, Rae saiu da prisão na Carolina do Norte em liberdade condicional. Segundo veículos americanos, o ex-jogador pensa em se reencontrar com o filho que ele é acusado de tentar matar. Chancellor é adolescente, tem paralisia cerebral e vive com a avó Saundra desde o ocorrido.

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Em entrevista por telefone, o ex-jogador da NFL comentou sobre o reencontro com o filho “Eu realmente quero que me perdoem. Eu ainda tenho que trabalhar, eu tenho que viver, devo existir e parece que há muito ódio e negatividade para mim”, disse Rae em uma entrevista por telefone. Hoje, Carruth tem 44 anos.

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