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A cidade de Gênova, que tem boa relação com a Argentina, se disponibilizou para receber a final. Boca Juniors pediu a suspensão da partida

Boca Juniors e River Plate empataram a primeira partida da final em 2 a 2
Divulgação
Boca Juniors e River Plate empataram a primeira partida da final em 2 a 2

A cidade de Gênova, na Itália, se ofereceu para sediar a partida decisiva da Copa Libertadores da América, entre River Plate e Boca Juniors, que foi adiada no último domingo (25). Até o momento, o jogo segue sem data e local definidos.

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As autoridades da cidade italiana, inclusive, já emitiram um comunicado para as diretorias dos de River e Boca informando a intenção de receber o clássico.

O diretor de esportes de Gênova, Stefano Anzalone, relembrou a estreita relação da cidade com a Argentina, além de ressaltar que eles conseguiram organizar nos últimos anos, sem grandes incidentes, um dos maiores clássicos da Itália, entre Genoa e Sampdoria, popularmente conhecido como "Derby della Lanterna".

"Nossa cidade, próxima de maneira histórica, cultural e esportiva a Buenos Aires, sente vínculos muito profundos e indissolúveis com os dois prestigiados clubes fundados por nossos compatriotas emigrados da Itália na Argentina, por volta do início dos anos 1900", escreveu Lanzalone no comunicado.

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"Os eventos dolorosos que nos golpearam recentemente despertaram um profundo sentimento de comunidade e de redescobrimento das nossas raízes. Portanto, gostaria de informar a vocês [Boca e River] que nossa cidade está honrada e disposta a receber este importante e prestigioso evento da final da Copa Libertadores e o clássico da capital argentina", acrescentou.

A Conmebol realizará nesta terça-feira (27) uma reunião para definir a nova data para a final da Libertadores. O jornal "La Nación" aposta que a decisão será realizada no dia 8 de dezembro.

No sábado (24), o ônibus que levava os jogadores do Boca Juniors foi apedrejado pelos torcedores do River Plate, nos arredores do estádio Monumental de Núñez. Dois atletas da equipe xeneize acabaram feridos, incluindo o capitão Pablo Pérez, atingido no olho por estilhaços de uma janela.

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O Boca pediu a suspensão da partida à Conmebol, alegando que o clube não havia "igualdade de condições" para a realização do jogo, tal qual fora acordado entre os presidentes dos dois clubes e da entidade

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