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Equipe xeneize enviou representação formal à entidade que, logo depois, através de seu presidente Alejandro Dominguez, anunciou o adiamento

A final da Libertadores entre Boca Juniors e River Plate não tem data para acontecer. Após o Boca encaminhar uma representação formal à Conmebol, no início da tarde deste domingo, pedindo a suspensão da partida, a entidade sul-americana, por meio de seu presidente Alejandro Dominguez, informou que o clássico não acontecerá às 18h deste domingo. 

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Ônibus do Boca Juniors foi apedrejado e capitão Pablo Pérez ficou ferido; clube pediu que partida fosse suspensa e Conmebol acatou
Reprodução
Ônibus do Boca Juniors foi apedrejado e capitão Pablo Pérez ficou ferido; clube pediu que partida fosse suspensa e Conmebol acatou


"Hoje vimos que temos que analisar uma desigualdade esportiva. Sem desculpa, queremos que o jogo se jogue no esportivo, com espetáculo, temos que emitir um sinal de que gere confiança e não haja desculpas. Temos que dar as condições para que os clubes se enfrentem em condições iguais", disse Alejandro Dominguez em entrevista à Fox Sports Argentina . A falta de igualdade de condições foi, inclusive, um dos argumentos usados pelo Boca Juniors .

"Vamos adiar a final, e os presidentes serão convidados para ir a Assunção (sede da Conmebol) para discutirmos", acrescentou. Logo depois da fala do mandatário, o River Plate publicou em seu Twitter que a decisão havia sido postergada.

A reunião para definir uma data acontecerá na próxima terça-feira, na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai. Nela estarão presentes os presidentes de ambos os clubes e o novo dia, horário e local serão decididos. Vale ressaltar que a estreia do campeão sul-americano no Mundial de Clubes da Fifa, nos Emirados Árabes Unidos, será no dia 18 de dezembro.

Outro problema fora de campo complica para que uma nova data seja escolhida. Isso porque o governo argentino já havia pedido, por razões de segurança, que a final não acontecesse nesta semana, pois Buenos Aires irá receber a reunião do G20, com os chefes de Estado e Governo das 20 principais economias do mundo, nos dias 30 de novembro, sexta, e 1º de dezembro, sábado.

O clube hexacampeão da Libertadores pediu ainda que o artigo 18 do regulamento disciplinar da entidade seja aplicado. Caso a entidade acate o pedido, o River Plate  pode ser punido, por exemplo com advertência, dedução de pontos de uma partida, fechamento total ou parcial do estádio, multa e até mesmo retirada de um título ou prêmio.

Leia a nota do Boca Juniors abaixo

“O Club Atlético Boca Juniors realizou neste domingo uma requisição forma ante a Conmebol para solicitar que a final da Copa Libertadores possa se disputar em condições de igualdade, tal como acordaram os presidentes da entidade sul-americana, de Boca e de River, na ata que assinaram no sábado no Monumental.

Na tarde de ontem, o Boca Juniors solicitou postergar a partida pelos incidentes e estabeleceu como prioridade que o mesmo possa ser disputado em igualdade de condições. Com a violência sofrida nas imediações do estádio e constatando a magnitude e gravidade dos mesmo, e as consequências que geraram no elenco, o Boca considera que essas condições não estão dadas e solicita a suspensão da partida, assim como a aplicação das sanções correspondentes prevista no Artigo 18, para que a Conmebol atue em consequência.”

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Antes da representação oficial, jogadores do Boca já haviam demonstrado indignação e vontade de não entrar em campo neste domingo. O atacante Benedetto, por exemplo, disse, em entrevista à Fox Sports Argentina , que o título deveria ser entregue ao River, pois acredita que os Millonarios foram protegidos pela entidade sul-americana.

"Que deem a taça ao River, já que eles têm tanto peso na Conmebol. Não fazem nada com eles", afirmou. Outro que reclamou da decisão da Conmebol foi o atacante Carlos Tévez. Ele pediu a eliminação do rival por conta da confusão.

Carlos Tévez conversa com o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, ainda no Monumental de Núñez
Divulgação
Carlos Tévez conversa com o técnico do Boca, Guillermo Schelotto, ainda no Monumental de Núñez

"Para mim, não deveríamos jogar amanhã (neste domingo), é o mesmo que aconteceu com o Boca (em 2015)", disse, se referindo ao episódio de 2015, quando torcedores do Boca jogaram gás de pimenta na direção dos jogadores rivais e o clube acabou eliminado nas oitavas de final da Libertadores daquele ano.

"Se fosse com o Boca, já estávamos fora. A taça era do River. Não foi assim na Bombonera? Eliminaram o Boca, agora estamos pensando em quando vamos jogar", acrescentou o jogador de 34 anos.

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Por enquanto, a decisão entre Boca Juniors e River Plate segue mantida para as 18h, horário de Brasília, de hoje.

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