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Com a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), o governo pretende investir no futebol nacional e terá novas regras para atletas estrangeiros

Muitos estrangeiros são destaque na Premier League
Reprodução/Twitter/ChampionsLeague
Muitos estrangeiros são destaque na Premier League

Nesta terça-feira (13), o jornal britânico The Times divulgou que os clubes da Premier League precisarão se adaptar as regras do Brexit e diminuir o número de jogadores estrangeiros em seu plantel.

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O Brexit foi a saída do Reino Unido da União Europeia e, em termos de esporte, terá impacto no desenvolvimento do futebol nacional. Por esse motivo, as novas regras reduzirão de 17 estrangeiros em um elenco de 25 jogadores na Premier League para apenas 12.

De acordo com a publicação, as equipes serão notificadas da mudança ainda nesta semana. “Os times da primeira divisão inglesa estão sob pressão para chegar a um acordo com a FA (Associação de Futebol da Inglaterra) por conta do Brexit”, diz o texto.

E por que essa pressão? Caso não haja um acordo entre as equipes e a Federação, os estrangeiros que estarão inscritos nos clubes ingleses terão que seguir os mesmos critérios dos jogadores fora da União Europeia para conseguir uma autorização de trabalho.

Desde 2015, para um jogador que não é da União Europeia (um brasileiro, por exemplo) atuar na Premier League é determinante que tenha participado de uma certa porcentagem de jogos da sua seleção nos últimos dois anos. Essa % é regulada pelo ranking da Fifa até a posição 50 (um brasileiro precisa de 30% de atuação na seleção).

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Ou seja, um atleta que queira jogar na Inglaterra e defenda uma seleção abaixo do top 50 da Fifa não estará apto a ser contratado. Além do que, a Federação Inglesa também avalia se o atleta contribuirá para o jogo de alto nível disputado no país.

Caso os clubes entrem em acordo com a FA para seguir as regras do Brexit, a Federação facilitará os vistos de trabalho. Jogadores que são de nacionalidades diferentes, mas que se desenvolveram nas categorias de base de clubes ingleses são exceções à regra, casos de Paul Pogba e Romelu Lukaku, considerados homegrown (criados em casa).

O governo britânico dá até o ano de 2020 para a liga nacional implementar as novas regras no futebol. A redução de estrangeiros mudará o elenco de muitas equipes. Na atual temporada, 13 times tem mais do que doze jogadores estrangeiros, número mínimo que será permitido pelo governo.

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Manchester City, Tottenham (17 estrangeiros cada um), Chelsea e Liverpool (16 estrangeiros cada) serão os times da Premier League que mais sentirão o peso da nova regra.

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