Tamanho do texto

O clube inglês teria aberto um inquérito para averiguar se a participação do técnico Mark Phillips teria colocado em descrédito a imagem da equipe

Treinador do Sub 18 do West Ham foi afastado por apoio a grupo de extrema-direita
Reprodução
Treinador do Sub 18 do West Ham foi afastado por apoio a grupo de extrema-direita

O West Ham United, time da primeira divisão do Campeonato Inglês , anunciou nesta terça-feira o afastamento do técnico do time sub-18, Mark Phillips, após o mesmo ter participado de uma marcha organizada por um grupo político ligado a extrema-direita.

Leia também:  Jogadores do Manchester City ajudam fã em encontro. Assista ao vídeo

Um porta-voz do clube declarou ao jornal Evening Standard “temos uma política de tolerância zero para qualquer forma de comportamento violento ou abusivo. Continuamos comprometidos em garantir que todos os membros da família do West Ham se sintam seguros, respeitados e incluídos”.

E completou “O West Ham é um clube de futebol inclusivo. Independentemente do sexo, idade, raça, habilidade, religião ou orientação sexual, todo torcedor dentro de nossa diversificada base de fãs é calorosamente bem-vindo, livre para assistir seu time jogar futebol sem medo, discriminação ou abuso”.

O grupo organizador da marcha, o Democratic Football Lads Alliance - DFLA , anunciou que a manifestação era contra “o regresso dos jihadistas”, “milhares de imigrantes”, “gangues de estupros e tratadores” da Síria. O grupo é formado por torcedores de futebol brancos de meia-idade. Algumas instituições já os condenaram por racismo e islamofobia.

Leia também:  Henry é apresentado como técnico do Mônaco: "foi com o coração"

Segundo o jornal inglês The Guardian , a equipe do West Ham abriu um inquérito para apurar se Phillips colocou o clube em descrédito com sua participação na marcha. Desde o começo da temporada, a Premier League tem entrado em contato com os clubes para avisar sobre a crescente participação de membros do DFLA nas arquibancadas.

O treinador teria publicado em sua conta oficial no Twitter a participação da passeata e, em mensagens posteriores mostrado apoio ao DFLA. Amigos próximos disseram ao The Guardian que Phillips teria ido até a passeada porque sua irmã foi testemunha ocular dos ataques na ponte de Londres, em 2017, ocasião em que surgiu o grupo.

Leia também:  Jornal diz que Neymar segue se oferecendo para voltar ao Barcelona

A organização Kick It Out que trabalha nos setores futebolísticos, educacional e comunitário para combater a discriminação está monitorando a situação de Phillips e teria preparado uma proposta ao treinador do West Ham para um curso anti-discriminação. Porém, a instituição só conversará com o técnico se ele tiver vontade de fazer os estudos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.