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Jornalistas do Sport questionam o jogador brasileiro por atrelar a imagem do clube catalão a um candidato que tem pensamentos "machistas, racistas e homofóbicos". O Barcelona não se posicionou sobre o ocorrido

Ronaldinho Gaúcho foi nomeado embaixador do Barcelona em fevereiro de 2017
Reprodução
Ronaldinho Gaúcho foi nomeado embaixador do Barcelona em fevereiro de 2017

O apoio de Ronaldinho Gaúcho ao deputado federal e candidato a presidência, Jair Bolsonaro (PSL), desencadeou uma reação negativa na seleção espanhola. Dois repórteres do jornal Sport questionaram se o Barcelona deve manter o brasileiro como embaixador mundial do clube após a manifestação política.

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O jornalista Ernest Folch escreveu um artigo em que diz “o mundo assiste com preocupação a mais que provável vitória nas eleições brasileiras do candidato Jair Bolsonaro, que deve se confirmar no próximo dia 28 de outubro”. O texto cita que o candidato de Ronaldinho Gaúcho tem simpatia pela ditadura militar e que ficou famoso por suas “terríveis declarações homofóbicas, machistas, racistas e supremacistas”.

Depois de comentar sobre o candidato à Presidência do Brasil, o jornalista afirma que muitos esportistas já declararam seu apoio a Bolsonaro como Felipe Melo, Cafú, Edmundo, Lucas Moura, Rivaldo e o próprio Ronaldinho. O ex-camisa 10 do Barcelona publicou em sua conta oficial do Instagram uma foto vestindo a camisa da seleção com a numeração 17, mesmo número do presidenciável nas urnas.

Folch deixa claro que o fato dos “esportistas se envolvam em política, falem dos problemas da população e expliquem seus votos é legítimo para ajudar a conscientizar muita gente”. Porém, para o jornalista, no caso de Ronaldinho existe a imagem do clube catalão atrelada.

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Em um vídeo publicado no site do Sport , a repórter Maite Jiménez diz que Ronaldinho Gaúcho foi um dos maiores jogadores da história do Barcelona e por gratidão o clube o chamou para integrar a equipe de embaixadores do time.

“O Barça é um clube com muita história e tem grande influência no mundo, deve manter uma imagem limpa e, sobre tudo, com respeito acima dos valores que professa”. Jiménez cita frases que já foram ditas por Bolsonaro como “preferiria meu filho morto a ser homossexual”, “o erro da ditadura foi torturar e não matar” e “tive quatro filhos, no quinto eu fraquejei e veio uma mulher”.

O discurso de Ronaldinho ser livre para escolher qualquer posição política também foi lembrado pela jornalista, porém no fim ela coloca que o Barcelona tem o dever de escolher se quer atrelar seu nome a esse tipo de discurso. No fim de seu posicionamento, Jiménez questiona “Deveria o Barcelona romper com Ronaldinho?”.

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Até o momento, a equipe catalã não se posicionou a respeito da opinião do jornal espanhol e nem da atitude de Ronaldinho Gaúcho . O jogador brasileiro foi eleito embaixador no início de 2017 com o objetivo de divulgar a imagem do Barcelona pelo mundo.

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