
Julio Casares terá seu futuro no São Paulo decidido nesta sexta-feira (16), em votação secreta que acontece de maneira presencial no Morumbis, às 18h30, pelo afastamento ou não de sua posição como presidente do Tricolor. O mandatário vem lidando com denúncias graves no comando do clube.
Serão duas etapas para que ocorra o impeachment definitivo de Casares à frente do São Paulo: a primeira, desta sexta, envolve somente os conselheiros do Tricolor Paulista.
Se ao menos 192 entre os 255 votarem a favor, Julio Casares será afastado temporariamente do poder.
Neste caso, Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, dará início a segunda e decisiva etapa.
Ele terá de convocar uma nova Assembleia Geral em até 30 dias, enquanto o vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, dirigiria de maneira interina a presidência até a votação dos sócios do clube para o possível afastamento definitivo de Casares - que pode ser decidido por maioria simples, em nova reunião.
Nesta situação, Harry Massis se tornaria o presidente do São Paulo até dezembro de 2026, quando nova eleição acontecerá para a sucessão do cargo.
Cabe ressaltar que Julio Casares lida com denuncias sobre má gestão orçamentária, venda de atletas abaixo do valor de mercado e uso ilegal de camarotes no Morumbis.
Denúncias graves

A reunião do Conselho para votar o futuro de Julio Casares estava prevista para acontecer no início do mês, na terça-feira (6), antes mesmo da divulgação de uma reportagem do portal Uol, que revelou movimentações financeiras atípicas na conta do presidente e do próprio São Paulo entre os anos de 2023 e 2025.
De acordo com a publicação, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), identificou depósitos na conta de Casares que totalizaram o valor de R$ 1,5 milhão e aconteceram em valores pequenos.
Segundo a investigação, foram registrados casos de até 12 operações fracionadas no mesmo dia, somando R$ 49 mil.
Tendo em vista que o limite para que o Coaf seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil, a situação caracteriza o que o órgão chama de "smurfing", técnica usada para burlar sistemas de investigação.
Além das supostas irregularidades financeiras nas contas de Casares, também foram identificados 35 saques nas contas do clube, totalizando R$ 11 milhões. Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, o presidente do São Paulo negou a acusação.
Nas redes sociais, torcedores comuns e as principais organizadas pediram a renúncia do presidente ao longo do dia.