Julio Casares virou alvo de investigação
Rubens Chiri / São Paulo
Julio Casares virou alvo de investigação

A temporada 2026 ainda nem começou dentro de campo, mas o clima no São Paulo já é de tensão. Presidente do Tricolor Paulista,  Julio Casares está sendo investigado pela Polícia Civil sobre possíveis irregularidades financeiras no Tricolor.

São duas movimentações: o valor de R$ 1,5 milhão recebido por depósitos em dinheiro nas contas do dirigente, e outra diz respeito a 35 saques nas contas do clube, totalizando R$ 11 milhões. As informações são do Uol.

A matéria explica que segundo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a quantia entrou nas contas de Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025. 

Por meio de nota, os advogados de Julio Casares afirmam que a origem da quantia recebida é lícita. Confira abaixo:

"Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borraginne, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.

Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações – com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial".

Caso Casares

Julio Casares, presidente do SPFC
Reprodução
Julio Casares, presidente do SPFC

Os depósitos que totalizaram o valor de R$ 1,5 milhão aconteceram em valores pequenos, e foram registrados casos de até 12 operações fracionadas no mesmo dia, somando R$ 49 mil. 

Tendo em vista que o limite para que o Coaf seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil, a situação caracteriza o que o órgão chama de "smurfing", técnica usada para burlar sistemas de investigação.

Ainda em 2023 a instituição financeira emitiu um alerta ao Coaf indicando movimentações "fora do padrão". O presidente do São Paulo justificou os recebimentos ao banco como referentes a bonificações de campeonatos da equipe.

A investigação aponta ainda que a conta de Casares era usada para custear as despesas de Mara Casares, sua ex-mulher, que atuou como diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de conselheira.

Saques

Além da investigação de Casares, a Polícia Civil também analisa 35 saques em dinheiro nas contas do São Paulo no período entre janeiro de 2021 e novembro de 2025.

O Uol cita que o relatório do Coaf não mostra o destino do dinheiro retirado de contas jurídicas do Tricolor.

Na linha do tempo é possível observar R$ 1,5 milhão sacado em sete operações no ano de 2021. Já no ano seguinte, R$ 1,2 milhão em seis sques, e mais R$ 1,4 milhão em 2023 também em seis saques. Em 2024 foram 11 saques totalizando R$ 5,2 milhões. No último ano, mais R$ 1,7 milhão em cinco saques.

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