
Autor de dois gols na vitória do Fortaleza sobre o Quixadá, por 4 a 0, pelo Campeonato Cearense, o meia Tomás Pochettino quebrou o silêncio e se pronunciou pela primeira vez sobre a confusão generalizada em que esteve envolvido no dia 1º de janeiro.
Em entrevista após a partida, o argentino afirmou que os vizinhos "querem se vitimizar", e enfatizou que não teve culpa no episódio.
"Eles viralizaram esse vídeo. Muito antes disso, aconteceu outra coisa. Eles querem se vitimizar. Ele deu um soco em mim primeiro, mas isso não saiu no vídeo. Mas não quero falar mais disso. Aconteceu, tenho que assumir a responsabilidade. Quem me conhece sabe que eu não sou um cara chato, que quer brigar. Isso se nota em campo também. Estou tranquilo com o que fiz, pois não tenho culpa nenhuma", disse.
Entenda o caso
O episódio teria ocorrido em um condomínio de luxo no Eusébio, na Região Metropolitana da capital cearense, enquanto o motivo inicial seria o som alto na festa de réveillon dos atletas José María Herrera, Eros Mancuso e Tomás Pochettino.
Nas redes sociais, moradores locais afirmaram que o tumulto começou após vizinhos reclamarem do som alto na residência em que a festa acontecia. O jogador Mancuso negou, e alegou que a confusão teria começado na noite anterior e na madrugada do réveillon, quando os vizinhos começaram a fazer comentários xenofóbicos para eles (que são argentinos) com provocações citando a queda do Fortaleza para a Série B do Brasileirão em 2026.
A partir disso, a discussão teria ganhado mais calor, culminando em uma troca de socos intensas no meio do condomínio. Um dos vizinhos envolvidos na polêmica passou por uma cirurgia no nariz após a briga. Ele alega ter sido mordido no nariz por José María Herrera, e afirma que corre risco de infecção e deformidade.
O Fortaleza afirma que acompanha de perto a situação, mas ainda não se manifestou sobre a confusão. O clube diz ainda que está prestando apoio aos atletas envolvidos na briga.
