
Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária do caso da venda ilegal de um camarote do Morumbis, envolvendo Mara Casares, esposa do presidente do São Paulo, Júlio Casares, e o ex-diretor das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, é novamente pivô de polêmica. Ela revelou ao jornalista Jorge Nicola, da Record Tv, que o áudio que mostrou o susposto esquema clandestino dentro do estádio foi vendido para conselheiros do clube.
De acordo com a publicação, a compra foi feita por dois conselheiros, até então, de situação: Fábio Mariz e Vinicius Pinotti. Além deles, as negociação para obtenção do áudio teria sido feita por um ex-conselheiro do clube, Denis Ormrod.

O blog do jornalista divulgou um áudio de cerca de 11 minutos em que Denis negocia a compra do material com Adriana e o marido dela. Na conversa, os envolvidos cogitam forjar o furto do celular que teria o conteúdo armazenado.
Segundo o jornalista, os valores teriam girado em torno de R$ 200 mil. Os conselheiros envolvidos foram procurados pela reportagem que admitiram o acordo. “O dinheiro é meu e eu faço o que eu quero com ele. Mesmo fora do São Paulo há cinco anos, venho lutando intensamente contra essas barbáries que vocês estão vendo hoje. A verdade é que fui procurado pela Adriana e ela me mostrou todas as provas que tinha. Aí, colocou um preço”, justificou Denis.
Vinicius Pinotti, ex-diretor de futebol do São Paulo e ex-membro da gestão Casares, também respondeu ao jornalista. “Fui que quem recebi em primeira mão esse áudio e vazei mesmo. Uma doente. Bandida de merda”, comentou.
Os valores foram fracionados em duas parcelas em pagos em cheque. A reportagem não afirma que o dinheiro chegou a ser sacado.
Apoio a Casares
Além de revelar a negociação com conselheiros do clube, Rita de Cássia Adriana Prado divulgou uma carta, datada do dia 14 de janeiro de 2026, em apoio a Mara Casares e ao presidente Júlio Casares, que responde ao um processo de impeachment nesta sexta-feira (16), no Conselho Deliberativo do São Paulo.
Veja

Entenda
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) investiga, desde o final do ano passado, o caso de venda clandestina de ingressos em um camarote do Morumbis para o show da cantora Shakira.
De acordo com uma nota enviada à imprensa, o MPSP informou que vai investigar possíveis crimes de corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.
Os principais envolvidos no suposto esquema são conselheiros do São Paulo. Douglas Schwartzmann, ex-diretor-adjunto das categorias de base, e Mara Casares, esposa do presidente, Júlio Casares, e ex-diretora feminina. O CEO do clube, Márcio Carlomagno também estaria envolvido.