O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a abertura de um inquérito policial, nesta quinta-feira (18), para investigar o caso de venda clandestina de ingressos em um camarote do Morumbis
para o show da cantora Shakira, em fevereiro deste ano.
De acordo com uma nota enviada à imprensa, o MPSP informou que vai investigar possíveis crimes de corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.
Os principais envolvidos no suposto esquema são conselheiros do São Paulo . Douglas Schwartzmann, ex-diretor-adjunto das categorias de base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente, Júlio Casares, e ex-diretora feminina. O CEO do clube, Márcio Carlomagno também estaria envolvido.
A abertura do inquérito foi revelada pelo Uol e confirmada pelo Portal iG . Além da investigação policial, o São Paulo, por meio de uma nota divulgada nas redes sociais de Casares, informou que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.
A reportagem do Portal iG procurou o clube, que ainda não se manifestou sobre a instauração da investigação pelo Ministério Público.
Entenda o caso
Schwartzmann e Mara Casares pediram licença de seus cargos no São Paulo, após a divulgação de uma reportagem do Ge.
A publicação mostrou uma conversa gravada em que os dois tentam dissuadir Rita de Cassia Adriana Prado, que intermediava a venda ilegal dos ingressos, a não expor os envolvidos em um processo judicial contra uma revendedora, que ajudou a promover o evento.
O camarote em questão é utilizado, inclusive, pela presidência do clube e fica anexado à sala de Júlio Casares dentro do estádio.
O CEO do São Paulo, Márcio Carlomagno, indicado por Casares para substituir Carlos Belmonte, na administração do futebol do clube, e principal candidato de situação na próxima eleição também foi citado na gravação. O diretor nega que tenha envolvimento no esquema.
Diante do ocorrido, um grupo de conselheiros do São Paulo pediu a destituição de Casares do cargo. O clube está envolvido em outras denúncias na esfera criminal. O Ministério Público apura uma acusação de uma pessoa anônima que aponta gestão temerária e favorecimento ilegal em negociações durante a gestão.
Mounjaro
Um dos conselheiros envolvidos no esquema Douglas Schwartzmann, também, aparece em outra polêmica do clube nos últimos dias. Ele foi o responsável por intermediar a contratação do médico Eduardo Rauen para o CT da Barra Funda.
Rauen acabou sendo desligado do clube após o caso da prescrição do medicamento Mounjaro em atletas profissionais. O método usado por ele escancarou a divisão de pensamento entre os médicos do São Paulo e uma crise no Departamento Médico.