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Em entrevista para o jornalista Roberto Cabrini, do SBT, a modelo que acusa Neymar de estupro afirmou que “a polícia é comprada”

IstoÉ

Najila Trindade
SBT/Reprodução
Najila Trindade concedeu entrevista ao SBT e falou sobre sua versão do caso Neymar

A Polícia Civil de São Paulo registrou um boletim de ocorrência (BO) contra a modelo Najila Trindade, que acusou o jogador Neymar de estupro. Ela criticou o trabalho da corporação em entrevista ao SBT nesta semana. Ao ser questionada pelo jornalista Roberto Cabrini sobre suposto furto de tablet, Najila disse que “a polícia é comprada”. As informações são do jornal Agora.

Segundo o documento oficial, as declarações de Najila "maculam não só a honra da Polícia Civil como instituição (…), mas, sobretudo, a honra objetiva dos servidores lotados no IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), responsáveis pela coleta do material papidatiloscópico (digitais)”.

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de SP) e a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de SP) também repudiaram as declarações de Najila.

Confira a nota na íntegra

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (SINDPESP) e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) vêm a público repudiar veementemente a afirmação feita pela Srta. Najila Trindade de que a polícia estaria “comprada”.

Antes de mais nada, reafirmamos nossa solidariedade a toda e qualquer vítima de violência de gênero e o compromisso da Polícia Civil do Estado de SP em combater com rigor este tipo de crime. Todavia, não podemos tolerar que afirmações sem qualquer fundamento venham a macular a honra de policiais e a imagem de toda uma instituição.

Com mais de 100 anos de história, a Polícia Civil de São Paulo é um órgão respeitado e que possui em seu quadro servidores competentes que desenvolvem seu trabalho com seriedade, comprometimento e respeito máximo às normas legais vigentes.

Toda investigação realizada pela Polícia Civil é inequivocamente regida pelos princípios da isenção e imparcialidade, e seu único compromisso é com a busca pela verdade. A Polícia Judiciária se mantém firme em seu caráter investigativo, que exige independência absoluta em sua atuação.

Reafirmamos, assim, nossa estrita confiança no trabalho da delegada de polícia que preside a investigação, na equipe do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) – referência nacional em identificação digital –, bem como nos demais policiais civis que nela labutam, com a certeza de que a Polícia Civil bandeirante seguirá prestando um serviço responsável, ético e de qualidade à sociedade.

ASSINAM:

Raquel Kobashi Gallinati 
Presidente do SINDPESP

Gustavo Mesquita Galvão Bueno 
Presidente da ADPESP