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As 14 mudanças aprovadas pela International Football Association Board começarão a valer mundialmente apenas em julho de 2019

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Reprodução / CBF
Como parte do pacote de mudanças de regra, o VAR estreia no Brasileirão 2019

O Campeonato Brasileiro Série A 2019 terá algumas novidades para público e jogadores. Além da introdução do árbitro de vídeo (VAR), várias regras de arbitragem também serão diferentes nessa edição.

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Com mudanças de regras aprovadas pela International Football Association Board para serem implementadas no início da temporada europeia, em julho de 2019, a Comissão de Arbitragem do Brasil pediu autorização para que essas mudanças fossem adotadas no início do Brasileirão e a solicitação foi atendida.

Confira abaixo as principais mudanças que estarão presentes nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro e a partir das oitavas de final da Copa do Brasil:

Substituições

Ainda não teremos quatro substituições por equipe durante uma partida. A mudança em substituições está relacionada à saída de campo do atleta. A partir deste sábado (27), quando um jogador for substituído ele deve deixar o gramado pela linha mais próxima no momento. O objetivo desta mudança é diminuir o tempo de bola parada durante as substituições.

Cartões para comissão técnica

Medida que já é utilizada na Inglaterra agora será implementada no Brasileirão. Os juízes das partidas estarão livres para aplicar cartões amarelos e vermelhos para membros da comissão técnica. No caso do treinador, se ele exceder a beira do campo levara um amarelo e depois de determinado número de cartões terá de cumprir suspensão.

Se a arbitragem não conseguir identificar uma pessoa da comissão técnica, quem leva a advertência é o treinador da equipe responsável.

Tiro de meta e tiro livre dentro da área

Neste Campeonato Brasileiro a necessidade de esperar a bola sair da grande área para o lance valer não existe mais. Com as mudanças da IFAB, quando um tiro de meta ou falta (a favor da defesa) for batida, o goleiro poderá passar para um companheiro ainda dentro da grande área.

Bola ao chão

Um dos pontos que mais geram discussões hoje em dia é a bola ao chão. Geralmente após algum atendimento médico ou no ‘fair play’, a retomada da jogada estará condicionada a apenas um atleta.

Explicando melhor, o árbitro colocará a ‘bola ao chão’ para o último jogador que tocou na bola antes da paralisação. Se o lance ocorrer dentro da grande área, apenas o goleiro poderá fazer a reposição. Os demais atletas terão de ficar, no mínimo, três ou quatro metros de distância da cobrança.

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Interferência do árbitro              

Em algumas jogadas, pelo mau posicionamento do árbitro a bola acaba batendo nele e atrapalha o andamento da partida. Por esse motivo, a partir de agora todas as vezes que a bola bater no juiz a partida será paralisada e recomeça com ‘bola ao chão’ nos moldes explicados a cima.

Mão na bola/Bola na mão

Este é o tópico que, talvez, gerará mais confusão durante os primeiros jogos. Com as novas regras estabelecidas a ‘mão não intencional’ (quando toca sem querer no braço), será considerada faltosa quando:

  • Tocar na mão ou braço acima dos ombros;
  • O atleta aumentar a distância da mão ou do braço em relação ao corpo, de forma antinatural;
  • Lances de gol;
  • Posse de bola com a mão/braço e cria uma situação de gol.

Por outro lado, quando a bola rebatida bater na mão/braço próximo ao corpo e quando o atleta cair sem estar com os braços estendidos e a bola bater neles, em ambas as situações a infração não será considerada.

Cobrança de Pênalti

Se um atleta se machucar durante um lance de marcação de pênalti, ele pode ser atendido em campo antes da cobrança. Até a edição passada do Brasileirão, o jogador só poderia receber atendimento médico após o jogo ser reiniciado.

Cara ou Coroa no início da partida

O vencedor do ‘cara ou coroa’ poderá escolher bola ou o lado do campo. Anteriormente somente o lado do campo era colocado como escolha, a bola ficava com o perdedor.

Vantagem em casos de cartão amarelo ou vermelho

Caso um jogador cometa uma falta com direito a cartão amarelo/vermelho e o time adversário cobre rapidamente, o juiz terá que esperar o lance seguir e em seguida aplicar a punição ao atleta.

Cartões após gol anulado ou lance terminado

É comum hoje os jogadores que tiram a camisa ou vão comemorar com a torcida após marcar um gol, receberem cartão amarelo. Caso um lance desses aconteça e o gol seja anulado, a punição por cartão não será retirada.

Também será aplicado cartão no lance em que um atleta pratique infração e o juiz seja avisado por outros membros da arbitragem. No reinício da partida, após o lance, será dado o cartão amarelo ou vermelho para o jogador.

Distância de Barreira

Na formação da barreira, em casos de falta, a equipe adversária precisará ficar a uma distância de, no mínimo, um metro. Caso a determinação não seja cumprida, os jogadores serão punidos com tiro livre indireto.

Posicionamento dos goleiros no momento do pênalti

Pequenos movimentos de goleiros costumavam ser punidos por alguns árbitros, quanto outros não se importavam. Por essa indecisão, foi acordado que a partir de agora o goleiro pode permanecer com um pé na linha de fundo e outro mais a frente no momento da cobrança de pênalti.

Goleiros e recuo de bola

Caso um goleiro não consiga chutar a bola em lance de recuo ou arremesso lateral, será permitido que ele agarre a bola com a mão. Antes das novas regras era expressamente proibido que o goleiro pegasse o recuo com as mãos.

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Árbitro de vídeo

O conhecido VAR estará disponível nos 380 jogos do Campeonato Brasileiro Série A em 2019 no pacote de novas regras . Atualmente a CBF tem um quadro de 96 árbitros e assistentes prontos para atuar com a tecnologia. Com o objeto de ‘interferência mínima e benefício máximo’, o árbitro de vídeo pode ser usado nas seguintes situações:

  • Gol e não gol;
  • Confirmação ou anulação de pênalti;
  • Cartão vermelho direto;
  • Identificação equivocada de jogador