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Autores dos pedidos de impeachment de José Carlos Peres acreditam que o mandatário vive sua pior fase no cargo; entenda como funcionará a votação

O presidente do Santos, José Carlos Peres , sofreu nova derrota na Justiça onde solicitou a 2ª Vara Cível da cidade a paralisação dos processos de impeachment alegando ter seus direitos de defesa cerceados. A nova investida tinha como alvo o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira e foi negada nesta quarta.

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José Carlos Peres, presidente do Santos, corre risco de sofrer impeachment
Ivan Storti/Santos FC
José Carlos Peres, presidente do Santos, corre risco de sofrer impeachment

Na primeira, o mandatário do Santos , que contestou o presidente da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), Silvio José de Abreu, conseguiu paralisar as ações, porém teve liminar caçada dia 24 de agosto.

O conselheiro e ex-presidente do órgão, Esmeraldo Tarquínio Neto, autor de um dos pedidos de impeachment , caracteriza como descabida a intenção de Peres na Justiça. Para Tarquínio todo o ritual para este procedimento, previsto em estatuto, foi seguido. “O Peres teve uma visão absurda referente ao fato de que não teve direito de defesa. Ele teve sim os 10 dias para apresentar seus argumentos. Pedido (na justiça) absurdo ao ponto de ser risível”, disparou.

“O Peres pedia (na Justiça) vistas ao processo, queria ouvir 25 testemunhas, solicitou uma perícia contábil para provar que a empresa dele (Saga Talent) nunca funcionou ou teve negócios com o Santos e não era disso que se tratava o tema. E por último ele duvidou das assinaturas colhidas no meu pedido. Então das 100 assinaturas do meu pedido eu pessoalmente busquei 84. Posso reafirmar que foram pedidos totalmente desprovidos de bom senso”, completou Esmeraldo Tarquínio Neto.

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O conselheiro eleito Alexandre Santos e Silva, autor de outro pedido de impedimento do presidente, acredita que José Carlos Peres está sozinho e passa pelo pior momento no cargo. “Esse é o único mecanismo que o presidente tem para tentar adiar a votação. Ele sabe que não tem mais apoio e que o conselho do Santos já está analisando o descumprimento do estatuto. O Peres sabe que a justiça é última chance que ele tem e não vai parar até o dia da reunião”, disse.

“A liminar que ele conseguiu e paralisou todo o processo de impeachment foi irregular, no entanto que a sentença foi de extinção do processo. Ele (Peres) concedeu entrevistas, no dia 23 de agosto, dizendo que a defesa estava bem fundamentada e no dia seguinte a justiça extingue o processo. O que pensar disso?”, terminou Alexandre que colheu 73 assinaturas.

Entenda os pedidos de impeachment do presidente do Santos e como funciona a votação

Orlando Rollo, vice, e José Carlos Peres, presidente do Santos
Divulgação/Santos FC
Orlando Rollo, vice, e José Carlos Peres, presidente do Santos

Os pedidos de impedimento de José Carlos Peres foram baseados, em resumo, na Saga Talent, empresa que cuida de atletas e que tinha como um dos sócios o atual presidente do Peixe, ação proibida pelo estatuto do clube. Outro fato levado em consideração no processo foi o relatório trimestral da Comissão Fiscal onde aparecem conflitos de informações na compra dos direitos do equatoriano Jackson Porozo.

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Os 301 conselheiros do Santos votarão os dois pareceres da CIS favoráveis ao impedimento do presidente, nesta segunda, a partir das 20 h, em reunião marcada no Estádio Urbano Caldeira. Um dos pedidos precisa ser aprovado por dois terços do conselho para a continuidade do processo. Passando pelo CD uma assembléia geral será convocada e nela os sócios tem direito a voto pelo impeachment ou não do presidente.

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