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Mais de dois anos depois do fim do Mundial no Brasil em 2014, o Comitê Organizador Local (COL) ainda está em funcionamento por motivo de dívidas

A Copa do Mundo no Brasil aconteceu de 12 de junho à 13 de julho de 2014
Divulgação
A Copa do Mundo no Brasil aconteceu de 12 de junho à 13 de julho de 2014

Mesmo depois do fim da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, o Comitê Organizador Local (COL), ainda está em funcionamento. O órgão deveria ter sido extinto no dia 13 de janeiro de 2016, ou seja, 18 meses após o fim do evento. No entanto, prossegue em atividade por causa de pendências financeiras e tribunais que podem chegar a R$ 1 bilhão.

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A última reunião do órgão aconteceu em 8 de agosto de 2016, mais de dois anos depois do fim da Copa do Mundo e o comitê ainda se mantém ativo, de acordo com a Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). Além disso, o responsável pelo COL e também presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não compareceu ao encontro.

De acordo com o "Estadão", o impedimento do encerramento do COL são questões financeiras. Dentre as pendências e demandas da justiça, o valor atingiria R$ 1 bilhão. Segundo advogados que trabalham nos casos, seria necessário desembolsar cerca de R$ 20 milhões, que podem ser assumidos pela Fifa.

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Mudança, valores e investigação

Em nota, a Fifa declarou que "o escolpo da operação da Copa do Mundo é imenso e inclui um intenso trabalho após a competição". A entidade máxima do futebol é a responsável pelo financiamento do COL, mas alega que os valores para a sustentação do comitê é bem inferior aos valores do período que antecedeu a Copa.

Vale lembrar que o novo modelo de reforma dos Mundiais defende o fim dos comitês organizadores locais. Defende-se então, uma única organização, com sede na Suíça.
Antes da Copa no Brasil, o comitê brasileiro organizador recebeu R$ 1,4 bilhão da Fifa. Parte da quantia, no entanto, foi utilizada para pagar salários dos ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e José Maria Marin, e do atual, Del Nero.

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Desta forma, a Fifa sentiu que perdeu o controle político do evento. Os dirigentes brasileiros colocaram 12 estádios na Copa do Mundo e não oito como solicitado pela entidade agora controlada por Gianni Infantino, mas que à época tinha à frente Jospeph Blatter. O COL ainda é investigado no Brasil e nos Estados Unidos pela relação do ex-mandatário da CBF e do ex-secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke.

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