Ao todo, foram levados do Maracanã dois bustos, sendo que um deles é do jornalista Mário Filho, nome do estádio, duas televisões e outros acessórios

Estádio do Maracanã sofre com abandono e saques durante a noite
Divulgação
Estádio do Maracanã sofre com abandono e saques durante a noite

As notícias dos furtos ocorridos no Maracanã nos últimos dias fez com que o mundo do futebol lamentasse o abandono do estádio mais carismático do país. Ao todo, foram levados dois bustos, um do jornalista Mário Filho, nome do estádio, e do ex-prefeito do Rio, Mendes de Morais, duas televisões e outros acessórios.

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Por este motivo, uma empresa de segurança privada colocou seis vigias ao redor do Maracanã para tentar evitar mais saques. Ao todo, o estádio tem 12 portões, mas somente no de número 10, na Rua Eurico Rabelo e no 2, na Radial Oeste, foram colocados seguranças, divididos em motos e em um carro. As informações são do portal "Globoesporte.com".

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De acordo com a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, já foi realizada perícia no local e os furtos estão sendo investigados pela 18ª Delegacia de Polícia, localizada na Praça da Bandeira.

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Quem denunciou o ocorrido foi a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) durante a terça-feira (10). Na tarde desta quarta (11), a Ferj irá se reunir com as empresas responsáveis pela manutenção do estádio, que inclusive divulgou uma nota na noite de terça. Já na próxima semana o encontro é com os clubes do Rio e serão discutidas propostas para operar o antigo Maior do Mundo.

Leia abaixo à integra da nota da Concessionária Maracanã

"A Concessionária Maracanã S.A. reitera que em 30 de março de 2016 foi assinado um Termo de Autorização de Uso (TAU) entre e governo do Rio de Janeiro e o Comitê Organizador repassando o estádio e o ginásio do Maracanãzinho ao Rio 2016, incluindo o acervo histórico de exposição que fica no estádio. Este acervo histórico, no entanto, passou para a responsabilidade da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) em junho de 2016, conforme protocolo anexado, permanecendo assim até o momento.

O Termo de Autorização de Uso é um contrato que disciplina as regras para o chamado período olímpico e prevê que as instalações devem ser entregues exatamente da forma como foram repassadas ao Rio 2016. O complexo deveria ter sido devolvido à concessionária em 30 de outubro de 2016, o que não ocorreu em função de dezenas de não conformidades já relatadas ao Rio 2016 e ao governo do estado. Entre elas estão a falta laudos que atestem a integridade da cobertura e do gramado, a mudança na numeração das cadeiras, a falta de assentos e de equipamentos de segurança como as catracas eletrônica, televisões e móveis, além de mais de uma centena de equipamentos como portas e corrimãos quebrados.

A concessionária esclarece ainda que, de acordo com o TAU, todas intervenções feitas pelo Rio 2016 para atender às exigências do Comitê Olímpico Internacional não isentam o Comitê da obrigação de fazer a manutenções necessárias ao Maracanã e no Maracanãzinho e entregá-los da forma como receberam em março de 2016.

A concessionária Maracanã S.A reitera que só solicita o cumprimento do termos do contrato."

Governo do Rio de Janeiro

"O Governo do Estado do Rio de Janeiro foi informado do furto pelos órgãos de segurança e adotará as medidas legais e contratuais cabíveis. Cabe ressaltar que o Complexo Maracanã, conforme contrato vigente, está sob responsabilidade da Concessionária."

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