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Cinco candidatos concorrem à presidência da entidade. Gianni Infatino e o xeque bareinita Salman Al Khalifa são os favoritos

A Concacaf não definiu um voto unitário a nenhum dos cinco candidatos à presidência da Fifa, em eleição que será realizada nesta sexta-feira, mas a entidade aprovou nesta quinta um pacote de reformas estatutárias para combater os casos de corrupção que envolveram vários dos seus membros recentemente.

Xeque Salman Al Khalifa é um dos dois favoritos à presidência da entidade
PATRICK B. KRAEMER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Xeque Salman Al Khalifa é um dos dois favoritos à presidência da entidade

Os 41 delegados da Concacaf, reunidos em seu congresso extraordinário, aprovaram de formar unânime as propostas, que incluem limitações de mandato, maior transparência financeira e a inclusão de membros independentes.

"Implementamos algumas reformas administrativas para proteger a organização de qualquer abuso governamental, tais como limites de mandato, independência em certas organizações funcionais como auditoria, finanças e competições, com um número de pessoas independentes para formar o comitê executivo", afirmou Jurgen Mainka, vice-secretário geral da organização, em entrevista à agência de notícias Associated Press.

O presidente da federação dos Estados Unidos, Sunil Gulati, classificou o momento da Concacaf como "positivo", depois que seus três últimos presidentes foram presos ou acusados em casos de corrupção. "Superamos uma crise e tínhamos que ter eleições limpas. Com esse estatuto teremos um procedimento para ter eleições livres e um novo líder", especificou Gulati.

Entretanto, os votos da Concacaf na eleição da Fifa seguem incertos, com o suíço Gianni Infatino e o xeque bareinita Salman Bin Ibrahim Al Khalifa sendo os favoritos destacados contra o príncipe Ali bin Al Hussein, da Jordânia, o francês Jerome Champagne e o sul-africano Tokyo Sexwale. A Concacaf optou por não definir uma orientação de voto. "Não há um bloco. Cada qual a seu livre arbítrio", afirmou Mainka.