Tamanho do texto

Nenê Belarmino, eleito por Pelé como seu substituto no Santos, é o personagem do primeiro episódio da coluna

Belarmino de Almeida Junior , o Nenê, chegou ao Santos FC em 1969 contrariando o pai, torcedor da Portuguesa, e atraído pela possibilidade de jogar ao lado de Pelé e tantos outros ídolos como Abel Verônico (ex-ponta esquerda), por exemplo. A primeira vez no Peixe foi marcada por fulga da família e treino com duas chuteiras de pé direito, sim, um par de chuteiras composto por dois pés direito.

Leia também: Jair Ventura no Corinthians em 2019? Nem pensar!

 Nenê Belarmino sabia onde estava pisando, literalmente, e por isso, diz não ter conseguido entrar na Vila Belmiro. Ele teve que ser "intimado" por dirigentes da época para ganhar coragem e encontrar com Pelé entre um treinamento e outro. Teve paciência ao aguardar a oportunidade para treinar com os profissionais e ganhar a confiança dos mais experiêntes. Entre as curiosidades deste bate papo com Nenê Belarmino está a revelação de que, na época, as jogadas ensaiadas eram elaboradas pelos próprios jogadores. "Eu tinha uma jogadinha muito boa com o Edu pela esquerda", conta Nenê que lamenta que, nos dias de hoje, a liberdade de criação dos atletas esteja limitada.

Leia também: Palmeiras vacila no fim, toma dois gols do Boca e se complica na Libertadores

Os pontos mais reveladores da conversa com Nenê Belarmino foram as "Manias do Rei" durante concentrações e jogos do Santos FC. Nenê relembra o local da concentração do Peixe na década de 60, a Chácara Nicolau Moran, em São Bernardo do Campo, região do Grande ABC Paulista. "Tinhamos uma televisão e assistíamos ao que os mais experiêntes queriam. Não tinha essa de molecada escolher o canal", conta o ex-meia com sorriso no rosto.

Leia também: Aos 20 anos, meia-atacante brasileiro se destaca no time B da Juventus

"Sempre aguardávamos uma reação do Pelé . Quando ele ficava bravo comemorávamos porque tínhamos a certeza que venceríamos os jogos e com muitos gols do rei. Mas quando ele acordava sorrindo, pegava o violão e ía para o chafariz da concentração cantar aí nós sabíamos que não seria muito bom", conta . " Em um jogos clássicos íamos provocando o Pelé de São Bernardo, na concentração, até o Morumbi ou outro estádio. Ele tinha o hábito de dormir mas não podíamos deixar porque queríamos vencer sempre. Falávamos para o rei que ele tinha medo da zaga adversária, que fugia do choque. Aí ele se irritava e descontava no adversário", relata Nenê Belarmino, o personagem do primeiro episódio do Resenha FC.

    Leia tudo sobre: Futebol
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.