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O tenista mais dominante em uma superfície na história do esporte

Nadal vence o 12º Roland Garros
Reprodução / ATP
Nadal vence o 12º Roland Garros



              Chegou ao fim mais uma edição do Torneio de tênis mais charmoso do Mundo, Roland Garros e mais uma vez, para a surpresa de quase ninguém, o espanhol Rafael Nadal venceu. São 12 títulos em 12 finais, torneio que ele perdeu apenas 2 vezes ao longo de mais de 15 anos.

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O maior de todos os tempos

Nadal é o maior jogador da história do saibro de longe e acredito que vai aumentar ainda mais essa vantagem sobre os concorrentes que já se aposentaram e até sobre os futuros rivais nessa superfície. Nadal no saibro é outra coisa. Mas não podemos desmerece-lo nas outras superfícies. Ele tem mais 6 Grand Slams , somando 18 no total e ficando a 2 do suíço Roger Federer .

               Grandes tenistas do passado, reverenciados e fazendo parte do Hall da Fama do esporte, não têm 6 Slams. 2/3 dos canecos mais importantes de Rafael Nadal vêm do saibro. Na terra batida, Nadal é mais, muito mais do que se espera de um tenista. Ter uma bola a mais contra Nadal nunca foi fácil e nem sempre foi o suficiente.

Rafael Nadal vibrando
Reprodução / ATP
Rafael Nadal comemora vitória em cima de Djokovic na final do Masters 1000 de Roma


               O espanhol se supera em todos os momentos. Imagine-se sendo o Nadal : você chega a 12 finais de 1 único Grand Slam e ganha simplesmente todas. Pare e faça essa reflexão. 12 finais e ninguém conseguiu vencê-lo, independente das condições dos tenistas, do estilo de jogo, do físico, da pressão atmosférica, da bolinha, do talento, da raquete, da temperatura, do material esportivo, e especialmente, da cabeça...

               É no mental que Nadal dá um banho. Ele já fez o maior de todos os tempos para muitos, Roger Federer , chorar depois de uma final de Grand Slam . Já fez o sérvio Novak Djokovic , um dos poucos que leva vantagem no confronto-direto, sucumbir em várias superfícies e sem piedade atropela e massacra seus adversários, um a um, especialmente no saibro, ano a ano e não há nenhum humano que o faça parar.

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               Tem gente que diz que ele faz uso de doping para correr tanto, eu sinceramente não acredito, talvez essas más línguas não admitam a superioridade física do espanhol. Reparem em cada jogo dele, o tamanho da intensidade imposta em cada ponto, não há bola perdida para ele.

Polêmica

Rafael Nadal ainda tem muita coisa para oferecer ao tênis e nós, jornalistas ou admiradores, temos que agradecer por vê-lo em quadra, ao vivo, por tantas vezes numa temporada. Há as polêmicas dele, como o veto ao árbitro brasileiro Carlos Bernardes , um dos melhores, senão, o melhor do circuito. Não concordo com o veto.

Roland Garros
Reprodução
ATP anunciou as datas do calendário 2020 do tênis masculino


               Fato é que o mundo deve se render aos caprichos, raça e talento do espanhol Rafael Nadal . Gostem ou não dele, do jogo dele, do jeito dele, de suas manias e chatices, de seus TOCs (transtornos obsessivos compulsivos) em quadra e fora dela, nada muda o respeito e a admiração que se deve ter por um jogador que está longe de ser mortal.

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Dica do Narrador: cuidado coma as pronúncias corretas dos nomes dos atletas durante as transmissões e também dos termos específicos de cada esporte...

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