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O atual caminho do vôlei brasileiro não é bom

Seleção Brasileira de Vôlei em ação
DIVULGAÇÃO/ FIVB
Brasil vence Rússia de virada por 3 a 2


                    Vôlei brasileiro vai bem (mal), obrigado! O texto de hoje é do amigo Cacá Bizzocchi, jornalista e profissional do vôlei, vale a pena a leitura!  Mais sobre vôlei no Blog do Cacá Bizzocchi .

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                    Enquanto a memória do torcedor de vôlei está fresca do espetáculo proporcionado por FUNVIC/Taubaté e Sesi-SP e por suas torcidas nas finais da Superliga , muita coisa está acontecendo na área de serviço. As seleções se apresentam e os torneios internacionais logo farão com que se esqueça que sem clubes não há seleções nacionais.

E o futuro dos clubes?

                    As estrelas da modalidade, mesmo diante de uma crise (mais uma) que se avizinha em período de renovação de patrocínios, ainda recebem boas propostas para defender os principais clubes brasileiros e, mesmo que estas não lhes sejam razoáveis, têm a possibilidade de migrar para mercados europeus.

Festa do Taubaté na Superliga
Reprodução/Instagram
Taubaté foi campeão da Superliga Masculina



                    O problema maior aflige aqueles que compõem os mais de 90% restantes. São os jogadores que se estabelecem entre os medianos, os mais experientes, os novatos em busca de espaço. Estes vivem uma expectativa cruel por chances que talvez nem venham. As equipes da linha de frente acenam com renovações de patrocínio, ainda que com reduções, mas os que ficaram fora das semifinais passam pelas mesmas dificuldades de anos anteriores: redução do interesse de investimentos e de valores disponíveis.

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                    Não bastasse isso, alguns dos clubes (quase metade deles) que disputaram a edição deste ano da Superliga estão devendo – alguns até cinco salários – para seus atletas e membros da comissão técnica. Outros ainda devem para quem os defendeu na temporada 2017-2018. Alguns destes parcelaram suas dívidas em 12 vezes – como se fosse possível ir ao supermercado e comprar 1/12 do que se deveria comprar ou saldar empréstimo e estouros de limites bancários com tais parcelas mais de um ano depois.

Pressão nos atletas


                     A história não acaba aqui. Para poder se inscrever na CBV para a nova temporada, os clubes devem apresentar uma declaração assinada pelos atletas de que todas as dívidas com eles estão saldadas. Para pressioná-los a assinar, alguns dirigentes afirmam que esta é a única forma de eles receberem o que lhes é devido. Assinando, eles perdem as provas jurídicas que poderiam lhes garantir receber pelo que já foi trabalhado.

Seleção Brasileira de Vôlei em ação
Divulgação/FIVB
Grupo do Brasil segue unido em busca do título mundial



                     Quem já está montando o elenco para a próxima temporada tem, com o orçamento reduzido, todas as justificativas para reduzir custos com este pessoal e jogar, diante da lei desigual da oferta e da procura, com o famoso: “se não quer, tem quem queira”. E assim, ano a ano, o esporte competitivo deixa de ser atrativo aos jovens talentos que precisam buscar seu sustento.

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                      Não podemos viver sem valorizar nossos ídolos no vôlei , mas uma dúzia de ídolos não faz uma modalidade sobreviver. O pessoal do “chão da fábrica” é que faz a festa continuar.

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                      Comente: e para você, qual é o futuro do vôlei brasileiro?