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Em parceria com a empresa Panogramma, o clube de São Paulo será primeiro no Brasil a implementar a tecnologia. Na NBA já existe. O Ginásio contará com núcleo para o torcedor experimentar a realidade virtual nas quadras

O armador Arthur Pecos testou o óculos de realidade virtual no Ginásio
Antonio Penedo/Mogi-Helbo
O armador Arthur Pecos testou o óculos de realidade virtual no Ginásio

O primeiro vídeo em realidade virtual do Mogi das Cruzes/Helbor foi apresentado para a equipe, para a imprensa e para três sócios torcedores no início da noite desta terça-feira (18) no Ginásio Hugo Ramos. A inovação é uma parceria do clube com a empresa Panogramma e tem como objetivo proporcionar novas experiências aos fãs do basquete.

Os jogadores do Mogi, Shamell, Gui Deodato e Arthur Pecos participaram de um vídeo de 37 segundos para mostrar como será o projeto em realidade virtual .

“É o primeiro movimento do clube para trazer tecnologia e inovação para que o torcedor comece a ter essas novas experiências com o nosso basquete. Vamos fazer algumas ativações no próprio ginásio e depois ele (fã) terá essas experiências assistindo no canal exclusivo do time”, revelou Rodrigo Geammal, diretor de marketing do Mogi das Cruzes/Helbor.

Assista abaixo o vídeo:

No Brasil, o clube será o primeiro a usar a plataforma VR para se relacionar com o torcedor. “A gente fez esse primeiro vídeo e está querendo desenvolver uma estação aqui no ginásio para ele vivenciar isso de forma gratuita e começar a ter um contato com a VR. Depois vamos ampliar isso”, destaca Rodrigo. A ideia inicial é ter um núcleo no Ginásio Hugo Ramos para que o torcedor experimente.

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O armador Arthur Pecos revelou que foi o primeiro contato que teve com realidade virtual. “Eu não tinha noção de como ficaria. Quando a gente gravou era uma coisa totalmente diferente e depois da gravação eu fui pesquisar mais sobre realidade virtual. Não imaginava como fica tão real, você ali dentro da quadra. Ficou bem legal e todo mundo vai gostar”.

Três sócios torcedores foram sorteados e puderam conhecer a novidade de perto junto da equipe. Um deles foi o engenheiro químico Rodrigo Prestes, que ficou impressionado com a inovação. “Lá de cima parece tudo mais perto. É mais fácil de enxergar quando olha de fora. Aqui embaixo é tudo muito mais dinâmico e é mais difícil de acompanhar a bola. É muito gostoso. Eu falei: ‘nunca pensei que o aro estivesse tão perto deles’, porque para a gente é bem mais alto e complicado”, destaca o sócio. 

O sócio da Panogramma, João Marcello Bôscoli, ressalta que a tecnologia permite aproximar o fã do ídolo em locais que ele não poderia estar de forma muito real. “A realidade virtual gera no computador uma nova realidade imersiva. Você tem a sensação de estar ali. Quando um jogador poderia deixar milhares de torcedores entrarem, por exemplo, nos vestiários?”

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E acrescentou “no campo do esporte é algo inimaginável, mesmo no treino. Você colocar a câmera na cabeça de um jogador e poder ver a mecânica do arremesso dele. Isso é muito dinâmico. É algo que acrescenta a experiência”, explica Bôscoli sobre a realidade virtual .

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