Tamanho do texto

Nadadora síria Yusra Mardini tornou-se exemplo de superação após fugir de seu país de origem e ainda participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

Yusra Mardini
Reprodução/ Twitter Yusra Mardini
Yusra Mardini

Depois de se transformar em ícone e inspiração durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a refugiada e nadadora síria Yusra Mardini recebeu o status de embaixadora da boa vontade da ONU. A atleta vai representar a entidade nas questões de acolhimento aos imigrantes de outras nacionalidades.

LEIA TAMBÉM: Aos 101 anos, atleta conquista medalha de ouro nos 100m rasos

Aos 19 anos, Yusra Mardini é a embaixadora mais jovem da história da ONU e terá papel essencial na tentativa de convencimento de governos para adoção de aberturas com refugiados. Além disso, como refugiada , a atleta visitará escolas e instuições para contar sua história.

"Não há vergonha em sermos refugiados se nós ainda nos lembrarmos de quem somos. Nós ainda somos os médicos, engenheiros, advogados, professores, estudantes que estávamos de volta em casa. Ainda somos mães e pais, irmãos e irmãs", disse Yusra.

"Foi a guerra e perseguição que nos afastou de nossas casas, em busca da paz. Isso é um refugiado. Isso é quem eu sou. É isso que todos nós somos, essa crescente população de pessoas sem um país. Eu sou um refugiado e estou orgulhoso de defender a paz, a decência e a dignidade de todos aqueles que fogem da violência. Junte-se a mim. Fique com a gente", completou a nova embaixadora das Nações Unidas.

LEIA TAMBÉM: O menino que sofreu nas mãos do Estado Islâmico só por se chamar Messi

História

Nascida na Síria, Yusra é filha de um professor de natação. No ano de 2015, com a guerra que se agravou no país, ela e sua irmã Sarah resolveram fugir para a Grécia. Na Turquia, conseguiram um bote para levá-las até a Grécia, o destino final. O transporte tinha capacidade para sete pessoas, mas levava um total de 20 refugiados e durante a travessia, o motor do bote parou.

Yusra Mardini, refugiada e nadadora síria
UNHCR/ Gordon Welters
Yusra Mardini, refugiada e nadadora síria

Como muitos ali não sabiam nadar, Yusra, Sarah e outras duas pessoas pularam no mar Egeu e puxaram o barco por cerca de três horas, até chegarem a Lesbos, na Grécia. As irmãs Mardini passaram pela Sérvia, Hungria e Áustria. Hoje, residem na Alemanha com a família.

LEIA TAMBÉM: Copa do Mundo 2018 terá árbitro de vídeo, confirma o presidente da Fifa

Em 2016, Yusra Mardini foi uma dos dez atletas escolhidos para compor a Equipe Olímpica, que contava com pessoas também do Congo, Sudão do Sul e Etiópia. Nos Jogos do Rio, a refugiada síria competiu os 100m do nado livre e 100m do nado borboleta.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.