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Pelo menos seis atletas do New England Patriots não vão participar do encontro anual dos campeões do Super Bowl com o presidente dos EUA

Davin McCourty é um dos jogadores que se recusa a encontrar Donald Trump
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Davin McCourty é um dos jogadores que se recusa a encontrar Donald Trump

Pelo menos seis jogadores vencedores do Super Bowl 51 pelo New England Patriots não vão visitar a Casa Branca no tradicional encontro que equipes campeãs têm com o presidente. De acordo com o jornal "The New York Times", Alan Branch, LeGarrette Blount, Martellus Bennet, Devin McCourty, Dont'a Hightower e Chris Long não irão até Donald Trump.

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Em entrevistas distintas, estes seis jogadores se mostraram contra o republicano e declararam que não compareceriam ao encontro com o presidente dos Estados Unidos. A visita dos campeões do Super Bowl à Casa Branca acontece desde 1980.

Ao ser questionado sobre a visita, Chris Long chegou a declarar nas redes sociais que "planejou pular" e que não iria se reunir com ninguém. Em uma entrevista de rádio, LeGarrette Blount também se manifestou sobre o assunto. "Eu não me sinto bem-vindo nessa casa", disse o running back. Alan Branch alegou que planejava passar um tempo com a família. "Vou deixar as coisas assim", disse.

Dont'a Hightower deu a desculpa de que já tinha comparecido à Casa Branca em outra ocasião, quando foi campeão universitário pelo Alabama Crimson Tide. "Já fui lá e já fiz isso", disse o linebacker.

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Bennet chegou a afirmar que definitivamente não iria. "As pessoas sabem como eu me sinto sobre isso. Basta me seguir no Twitter", disse. Após a eleição de Trump, o tight end do Patriots chegou a dizer que se mudaria para o espaço. Recentemente, chegou a publicar: "Estou surpreso que o presidente não proibiu celebrar o Ano Novo Chinês nos Estados Unidos".

Davin McCourty, o camisa 32 da franquia de New England, também se posicionou contra os pensamentos do novo presidente eleito dos Estados Unidos. "A minha razão básica é que eu não me sinto aceito na Casa Branca. Com o presidente tendo tantas opiniões fortes e preconceitos, acredito que certas pessoas podem se sentir aceitas lá, enquanto outras não".

Ambos Bennett e McCourty já protestaram durante o hino nacional durante o jogo. Na época, atletas de vários esportes queixavam-se contra a opressão racial nos Estados Unidos.

No ano passado, o encontro do presidente Obama com os campeões Denver Broncos aconteceu em junho. Embora não haja ainda uma data marcada para o encontro, o número de rejeições à visita ainda pode aumentar. O running back James White declarou que ainda não tinha resolvido. "Vou esperar até que chegue o momento e então, decidir se vou ou não", disse.

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Apoio à Trump

Por outro lado, antes das eleições, Donald Trump afirmou ter o apoio do quarterback Tom Brady e do treinador Bill Belichick. O presidente eleito chegou a citar uma carta de apoio do técnico do Patriots e embora nunca tenha feito declarações explícitas, Brady chegou a manter um boné com a frase "Faça a América boa novamente", em seu armário.

Em 2015, quando o New England Patriots foi campeão, o marido de Gisele Bundchen não compareceu à visita da equipe ao ex-presidente Barack Obama. Embora tenha alegado questões familiares, alguns jogadores disseram que eram por questões políticas.

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