Buxexa é o criador do X1 dos Crias, evento que ajuda famílias carentes
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Buxexa é o criador do X1 dos Crias, evento que ajuda famílias carentes

Pedro Henrique, mais conhecido como Buxexa, é referência no cenário nacional de Free Fire.  Natural de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, o jovem de 23 anos conta com mais de 1,5 milhão de inscritos em seu canal no YouTube e divide seu tempo cursando faculdade de Engenharia Civil.


Em entrevista exclusiva ao IG Esporte, o streamer falou sobre a sua trajetória na modalidade e a criação do X1 dos Crias, evento em que reúne jogadores de Free Fire, dos mais conhecidos até os amadores, onde na edição passada arrecadou mais de R$ 10 mil reais, que foi convertido em donativos para sua região durante o fim de 2020 e início de 2021.

Como foi o início do projeto X1 dos Crias, que dá visibilidade para a comunidade do Free Fire e além disso arrecada dinheiro e alimentos para ajudar famílias carentes do Agreste de Pernambuco?

- Bom, foi uma iniciativa despretensiosa no começo, mas que eu enxerguei rápido que, além de um entretenimento, é uma grande porta de entrada pra quem joga e quer chegar à uma posição de destaque. Juntar isso com uma ação bacana e que pode ajudar quem precisa foi de um orgulho muito grande. Quero fazer mais e mais vezes e expandir pra outras regiões, não só aqui pra minha cidade, em Santa Cruz do Capibaribe, e quero que outras pessoas enxerguem no FF e no e-sport uma chance de melhorar a vida de mais gente.

O X1 já relevou promessas do cenário nacional de FF, como o Leonardo LDZinn, por exemplo. Qual é a proposta do projeto para as próximas edições?

- Isso, sem dúvida, é muito gratificante. Já trouxemos também jogadores estrangeiros. A ideia é que o evento se torne cada vez mais atrativo, mas que também continue atraindo mais talentos. A visibilidade tem aumentado bastante, os profissionais também gostam de ver, de acompanhar. Acaba sendo uma vitrine. Quero que não pare de crescer e que não perca a essência de ser essa porta de entrada para mais talentos.

Você viu?

Recentemente a equipe 'O Fluxo' levantou o troféu da quarta edição da Liga Brasileira de Free Fire (LBFF). Além de contar com uma das melhores lines atualmente, eles parecem chegar fortes para dominar o cenário. Você enxerga a equipe com uma dominância preponderante sobre as outras da modalidade?

- Quando se trata do cenário competitivo, é muito difícil de falar em domínio. O jogo permite muitas reviravoltas e essa decisão foi bem acirrada. No outro ano a SS ganhou, agora foi a Fluxo e vejo grandes organizações se fortalecendo pra competir. Sem dúvidas, a Fluxo é muito forte e, se não criar uma hegemonia, vai brigar sempre. Mas, graças a Deus, vejo o cenário cada vez mais forte e com mais candidatos a títulos.

Ao mesmo tempo em que você atua como streamer, você é estudante de engenharia civil. Gostaria de te perguntar qual é a importância para os jovens que estão iniciando no cenário de FF continuarem os estudos? E em relação a isso, você pretende dar prioridade para algumas das duas opções?

- Hoje o meu sustento vem do Free Fire e não pretendo sair tão cedo. É algo que gosto, que me faz bem, que aprendo e que posso me aperfeiçoar e melhorar. Estudar não faz mal a ninguém e pode te garantir um futuro melhor. Nada impede de estudar, trabalhar e se dedicar profissionalmente a qualquer e-sport. É importante aprender sempre mais e se dedicar ao máximo e entender o que você quer para sua vida.

Ao que se deve sua saída da equipe 'Los Grandes'? Houve algum conflito entre os membros?

- De forma alguma. Sou grato ao Rodrigo (El Gato) e a todos de lá. Foi em comum acordo. Entendo que eles queiram buscar algumas renovações. Ficarei sempre na torcida.

Para finalizar, como é ser uma das inspirações para os que sonham em chegar ao profissional do Free Fire e aqueles que já estão se consolidando?

- Isso me motiva muito a buscar sempre uma melhora nos conteúdos e a fazer lives com mais qualidade. O feedback é muito importante para saber onde posso progredir. Sempre deixo claro que não sou um jogador de primor técnico, gosto de entreter e divertir as pessoas e promover conteúdos que façam valer a pena o tempo que essas pessoas passam me assistindo. E, claro, tornar o Free Fire um jogo mais divertido pra pessoas idades diferentes.

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