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Julio César Chavez afirmou ser amigo de narcotraficantes e ainda defendeu o compatriota Rafa Márquez, jogador acusado por envolvimento com tráfico

Julio César Chavez, ex-campeão mundial de boxe
Reprodução
Julio César Chavez, ex-campeão mundial de boxe

Recentemente, os Estados Unidos divulgou uma lista de 22 pessoas suspeitas de ligações com o narcotráfico. Dentre os presentes, constava o ex-zagueiro do Barcelona, Rafa Márquez. A notícia tornou-se um escândalo no mundo esportivo e também no México, país natal do jogador. A repercussão ainda fez com que um ídolo do boxe, se manifestasse sobre o assunto.

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O ex-campeão mundial de boxe Julio César Chavez, no entanto, defende o compatriota: "Confio plenamente nele, eu o conheço pessoalmente, é um grande amigo meu", disse ao jornal "Bein Sports". "Eu estou com Rafa Márquez e desejo-lhe a melhor sorte. Acho que ele precisa esclarecer ponto por ponto, porque a coisa é delicada", afirmou.

Mas o já aposentado pugilista aproveitou a situação para confessar que também já se relacionou com o mundo do tráfico de drogas . "Eu também já me envolvi com o narcotráfico", disse Chavez. Mas logo justificou: "Porque eu tenho muitos amigos que são narcotraficantes . Mas uma coisa é você ter amigos e outra coisa é negociar com eles".

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Escândalo

Julio César Chavez
Divulgação
Julio César Chavez

As declarações de Julio César se repercutiram e fizeram ainda com que a imprensa relembrasse uma coluna escrita em 2016 pelo jornalista Ricardo Alemán no jornal mexicano "El Universal". Com o título "Relações perigosas: El Chapo (Guzmán), Kate (Castillo), Julio C. Chavez e Yolanda Andrade", a publicação mostra evidências do envolvimento do ex-pugilista com o tráfico de drogas. De acordo com o jornalista, Julio César Chavez teria se tornado o substituto de Rolando Andrade, pai de Yolanda, um dos maiores estelionatários do México.

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De acordo com o texto, no ano de 2012 Chavez chegou a afirmar que "me rodeio de todos os tipos de pessoa. Você não sabe se são boas ou ruins, alguns trazem problemas e matam, aparecem as coisas trágicas", disse. "Muitas pessoas morreram ao meu redor, mas graças a Deus eu nunca estive presente, nunca tive nada a ver. Nunca tive nada com narcotraficantes, mas tenho uma boa relação, eles me cumprimentam e não nego cumprimentos, seja de um narcotraficante ou do presidente da República...", completou o três vezes campeão do mundo do boxe.