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Atual campeãs mundiais, as jogadoras alegam que recebem salários menores que dos homens e tem condições ruins de treinos, viagens e jogo

Seleção feminina dos EUA é a atual campeã mundial e recebe tratamento inadequado da Federação de futebol norte-americano
Getty Images
Seleção feminina dos EUA é a atual campeã mundial e recebe tratamento inadequado da Federação de futebol norte-americano

Neste 08 de março, Dia das Mulheres, todas as 28 jogadoras da seleção feminina dos Estados Unidos entraram com um processo contra a Federação nacional de futebol do país, a USSF.

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De acordo com a Reuters, as jogadoras alegam pagamento menor de salários em relação aos jogadores masculinos e dizem que a Federação nega condições iguais de treinamento, viagem e jogo.

Parte do documento apresentado diz “O USSF se envolveu em discriminação salarial sistêmica baseada em gênero contra seus funcionários femininos da WNT. O USSF causou, contribuiu e perpetuou as disparidades de remuneração baseadas no gênero por meio de políticas, práticas e procedimentos comuns”

Carli Lloyd, co-capitã da seleção dos Estados Unidos, falou sobre o processo. “Tendo em vista o sucesso incomparável de nossa equipe em campo, é uma pena que ainda estejamos lutando por um tratamento que reflita nossas realizações e contribuições para o esporte”.

A seleção feminina dos EUA é tricampeã mundial, tendo conquistado o último título na Copa do Mundo de 2015, disputada no Canadá. Nessa ocasião, o jogo da decisão foi o mais visto da história da televisão norte-americana. Aproximadamente 23 milhões de pessoas assistiram as atletas levantarem a taça.

Além dos títulos mundiais, a equipe também possui cinco medalhas nos Jogos Olímpicos, sendo quatro ouros e uma prata.

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“Sentimos a responsabilidade não só de defender o que sabemos que merecemos como atletas , mas também o que sabemos que é certo – em nome de nossas companheiras de equipe, futuras colegas de equipe, atletas do sexo feminino e mulheres em todo o mundo’, disse Megan Rapinoe.

O processo movido pela seleção feminina foi aberto num tribunal federal de Los Angeles três anos depois que Rapinoe, Lloyd, Alex Morgan e Becky Sauerbrunn apresentaram uma reclamação parecida na Comissão de Oportunidades Igualitárias no Emprego. Em fevereiro as atletas foram notificadas que o pedido aberto foi  arquivado.

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Oficialmente, a seleção de futebol dos Estados Unidos não se pronunciou sobre o levante das jogadoras contra a Federação . O caso deve criar certa instabilidade na seleção já que no mês de junho elas começam a disputar a Copa do Mundo de Futebol Feminino na França.

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