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De acordo com documentos revelados pelo Football Leaks, o zagueiro do Real Madrid utilizou dexametasona, substância proibida pela Wada

O zagueiro do Real Madrid e da seleção espanhola, Sergio Ramos, se tornou o centro de nova polêmica revelada pelo Football Leaks nesta sexta-feira. Segundo publicação da Der Spiegel , o defensor testou positivo em dois exames antidoping, sendo um deles após a final da Liga dos Campeões em junho de 2017, contra a Juventus, e a Uefa acobertou o fato.

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Sergio Ramos durante a final da Liga dos Campeões de 2017, contra a Juventus
Divulgação
Sergio Ramos durante a final da Liga dos Campeões de 2017, contra a Juventus

De acordo com os documentos, Sergio Ramos utilizou dexametasona, composto à base de cortisona e com efeito anti-inflamatório e analgésico, antes do Real Madrid vencer a Juventus por 4 a 1. A substância está na lista das que são proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Após o resultado do exame antidoping ser positivo, a Uefa entrou em contato com o capitão do Real Madrid e pediu explicações. Alguns dias depois, o camisa 4 respondeu em uma pequena declaração por escrito de quatro linhas e jogou a responsabilidade para o médico do clube.

O médico disse que infiltrou a substância no ombro esquerdo e tornozelo esquerdo do zagueiro para aliviar dores crônicas que ele sentia. O problema é que o corpo médico deve avisar a administração da Uefa sobre a aplicação do remédio, o que não foi feito.

No espaço destinado a informar os medicamentos utilizados nos sete dias anteriores anexado à amostra, a dexametasona não foi mencionada. A única observação foi de que o defensor recebeu 1,2 mililitros de betametasona, que também é um corticoide com efeitos anti-inflamatórios e proibido pela Wada.

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Ainda em resposta à indagação da Uefa, o médico justificou à que a "euforia" após o título da Liga dos Campeões, com pessoas passando na sala antidoping para parabenizar o jogador, fez ele se confundir e assim esquecer de informar sobre a dexametasona. Ele disse, por conta dessas justificativas, que o zagueiro era inocente.

Após as explicações dadas, a Uefa decidiu encerrar o caso dando apenas uma advertência ao clube e pedindo mais cuidado. Um médico ouvido pelo jornal espanhol Marca , porém, ressaltou que se a dexametasona for injetada via intra-articular, não é proibida, mas se for ingerida por via oral, intravenosa ou intramuscular, sim.

A outra situação aconteceu em abril deste ano. Após uma partida entre Real Madrid e Málaga, pela La Liga, Sergio Ramos foi selecionado para o teste antidoping. Ele pediu para tomar banho antes, mas o oficial negou a solicitação, medida para evitar que os atletas manipulem os resultados. O zagueiro, porém, ignorou e foi para o vestiário. O fato foi registrado.

Logo após as revelações, o Real Madrid divulgou uma nota para se defender das acusações. De acordo com o comunicado, não houve irregularidade.

Confira abaixo

"Sergio Ramos nunca descumpriu as normas de controle antidoping.

A Uefa solicitou a informação pontual e encerrou o assunto imediatamente, como é habitual nesses casos, após a verificação dos próprios especialistas da Agência Mundial de Antidoping e da própria Uefa.

Sobre o resto da publicação, o clube não se pronuncia diante das evidências substanciais."

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Sergio Ramos é um dos principais jogadores da história recente do Real Madrid, onde joga desde 2005. São quase 20 títulos de expressão com o clube merengue. O zagueiro, por outro lado, é lembrado também por ser desleal em certos momentos. O último caso foi na final da Liga dos Campeões deste ano, quando ele causou uma lesão no ombro de Mohamed Salah, do Liverpool.

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