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Após amistoso entre Argentina e Israel ser cancelado, Jibril Rajoub pediu que camisas de Messi fossem queimadas. Dirigente pagará multa de R$ 83,6 mil

Presidente da Federação Palestina de Futebol (FPA) incitou ódio e violência contra Messi
Patrick B. Kraemer / AP
Presidente da Federação Palestina de Futebol (FPA) incitou ódio e violência contra Messi

A Comissão Disciplinar da FIFA divulgou nessa sexta-feira (24) que o presidente da Associação Palestina de Futebol (AFP), Jibril Rajoub, pegará suspensão de um ano e pagará multa de 20.000 francos suíços (cerca de R$ 83 mil) por incitar o ódio e violência contra o jogador Lionel Messi.

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Antes de amistoso entre Argentina e Israel, em 09 de junho, Jibril incentivou palestinos a queimarem pôsters e camisas com o nome de Messi, caso a Argentina aceitasse uma troca de campo de Haifa para o estádio Beitar Jerusalém, na cidade santa. O estádio é conhecido por não aceitar jogadores árabes e pertencer a um dos clubes mais racistas do país.

A decisão foi tomada logo depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu Jerusalém como a capital israelense. O comunicado enfureceu a comunidade palestina que reivindica parte da cidade como capital da Palestina. Para muitos, a mudança de campo foi vista como ato político.

O primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou a pedir ao presidente da Argentina , Mauricio Macri, para que interviesse na decisão da AFA, mas não teve êxito.

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"Rajoub convocou os fãs de futebol para tornar a Associação de Futebol Argentino como um alvo e queimar camisetas e imagens de Lionel Messi", disse o Comitê Disciplinar da Fifa, em comunicado.

A suspensão da FIFA é de 12 meses proibindo a presença de Jibril em qualquer jogo ou competição realizada durante o período. Além disso, Rajoub não poderá participar de atividades de mídia nos estádios ou nas proximidades dos mesmos em dias de jogo.

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A Associação Palestina de Futebol não se pronunciou sobre o caso. Na ocasião do amistoso, Messi e companhia não disputaram a partida, que seria a última fase de preparação para a Copa do Mundo, dada a pressão política crescente em reação ao jogo.