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Alex Maiolino, que está em sua terceira passagem pelo país, falou também sobre sua adaptação e sobre os problemas no uso do VAR

Atacante brasileiro comemora gol pelo Anyang
Arquivo pessoal
Atacante brasileiro comemora gol pelo Anyang

O atacante brasileiro Alex Maiolino joga atualmente no FC Anyang , da segunda divisão da Coreia do Sul e conversou com a reportagem do iG sobre sua experiência no país.

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A trajetória do atacante brasileiro , de 30 anos, que está em sua terceira passagem pela Coreia, começou no time de sua cidade natal, o Jacareí Atlético Clube, no interior de São Paulo.

Depois, Alex foi para o Primeira Camisa, time de São José dos Campos criado pelo ex-zagueiro da seleção brasileira Roque Junior, onde as portas do exterior se abriram para o atacante.

“Fui jogar no Primeira Camisa,disputava só a Série B do Campeonato Paulista. O preparador físico do Primeira camisa na época, Ricardo César, veio trabalhar na Coreia, no Ulsan Hyundai e me indicou para o time, onde vim fazer teste. Fiquei quase um mês fazendo testes até que assinei meu contrato e comecei minha jornada aqui na Coreia, em 2011”.

Chegando ao país, Alex teve as mesmas dificuldades da maioria dos jogadores ao chegar em um país tão diferente, o clima e a alimentação.

“Como eu nunca tinha saído do país, foi tudo novo pra mim. As maiores dificuldades foram o frio e a comida. Cheguei a pegar 17 graus negativos aqui. Hoje já gosto da comida coreana, mas no começo foi muito complicado”.

No ano de 2012, o atacante brasileiro voltou ao país para jogar no São Caetano, mas teve poucas oportunidades.

Em 2013 retornou para a Coreia, para sua primeira passagem pelo Anyang, antes de ir para a Tailândia e retornar para o time coreano em 2016, onde se sente em casa.

“Me sinto em casa, graças a Deus nos clubes que passei aqui tive um carinho enorme por parte da torcida, gosto muito da Coreia, foi onde as portas se abriram pra mim”.

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No futebol coreano, o sistema de árbitro de vídeo já está implantado há algum tempo, mas Alex não aprova a frequência do uso dele.

“Já estão usando bastante, eu acho legal, mas aqui qualquer lance eles usam em todos tipos de lance e param muito a partida. Acho que podiam usar um pouco menos, mais nos casos de pênalti”.

Sobre a possibilidade de uso do VAR no Campeonato Brasileiro, Alex acha que não daria certo.

“No Brasil é diferente, não concordaria o uso porque vai ter muita reclamação dos jogadores, torcedores e até da imprensa”.

Atacante brasileiro revela preconceito após 7 a 1

Atacante brasileiro em campo pelo Campeonato Coreano
Arquivo pessoal
Atacante brasileiro em campo pelo Campeonato Coreano

Sobre a cultura dos coreanos, o atacante brasileiro disse valorizar o respeito que eles têm com os mais velhos, mas afirmou que há preconceito com estrangeiros no país.

“As pessoas aqui são totalmente diferente do Brasil, eles têm a cultura de respeitar os mais velhos. Eles são muito fechados, não têm costume de chamar para jantar ou conhecer suas casas e a maioria tem preconceito com estrangeiros”.

Questionado se sofreu algum tipo de discriminação, Alex disse que sim, após a derrota do Brasil por 7 a 1 pra Alemanha em na Copa do Mundo de 2014.

“Sofri só no 7x1, eles não aceitavam mais brasileiros nos times, os clubes não queriam, preferiam jogadores de outros países”.

Mesmo assim, o atacante disse não querer voltar ao Brasil e que pretende encerrar a carreira na Coreia.

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“Antes tinha mais vontade de voltar, agora não tenho mais não. No Brasil não tive muitas oportunidades e, quando voltei, tinha certo preconceito por não ter jogado muito no país. Gostaria muito de encerrar a carreira aqui”, finalizou o atacante brasileiro .

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