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Formato com 24 clubes em uma competição que acontecerá de 4 em 4 anos não agradou os presidentes das ligas europeias; entenda a proposta

A Fifa pretende mudar o formato do Mundial de Clubes a partir de 2021. colocando 24 clubes em uma competição no meio do ano de 18 dias, além de aumentar de 32 para 48 seleções a Copa do Mundo no Catar, que acontece no ano seguinte. Entretanto, se depender das Associação de Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL, na sigla em inglês) isso não vai acontecer.

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O Real Madrid foi o último campeão mundial, torneio que a Fifa pretende mudar a partir de 2021, mas tem a oposição das ligas europeias
Divulgação
O Real Madrid foi o último campeão mundial, torneio que a Fifa pretende mudar a partir de 2021, mas tem a oposição das ligas europeias

"Não estamos preparados para fazer nenhuma mudança no nosso calendário", afirmou o presidente da entidade, Lars-Christen Olsson. Ele ainda ressaltou que as ligas europeias já têm se mostrado pacientes e flexíveis com relação às mudanças propostas pela Fifa para o Mundial de 2022, no Catar, que será no inverno europeu, entre novembro e dezembro, ao invés de acontecer entre junho e julho.

"Também temos muitas reservas em relação a essa conversa sobre expandir o Mundial de Clubes", acrescentou o dirigente.

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Entenda a proposta da Fifa para o novo Mundial de Clubes

A estreia será entre junho e julho de 2021 e servirá para substituir tanto o Mundial como a Copa das Confederações, consideradas pela entidade um fracasso de público e crítica. Serão 24 clubes divididos em oito grupos, sendo que os campeões avançam para as quartas. O torneio durará 18 dias e terá 31 partidas no total sendo disputadas em seis estádios diferentes.

As vagas serão distribuídas da seguinte maneira: 12 para a Uefa, sendo os campeões e vices das últimas quatro edições da Liga dos Campeões e mais os quatro últimos campeões da Liga Europa; 4,5 da Conmebol, sendo os últimos quatro campeões da Libertadores garantidos e os quatro últimos campeões da Sul-Americana jogam entre si para decidir um time para ir à repescagem contra o representante da Oceania.

Dois clubes da África, dois clubes da Ásia e dois clubes da Concacaf. Sendo que nessas três confederações haverá disputas entre os campeões dos torneios continentais de clubes, sendo que se um time ganhar dois títulos no período, estará garantido. Além disso, um playoff definirá o representante da Oceania para jogar contra o quinto da Conmebol.

Terá também um representante do país-sede. Outra proposta da Fifa é para que todo grupo tenha um representante Europeu. Para o sorteio, serão três potes, divididos da seguinte maneira: pote 1: os oito cabeças de chave da Uefa; pote 2: os outros quatro da Uefa e os quatro da Conmebol; pote 3: o classificado pela repescagem, o país-sede e os seis demais das confederações.

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Com o novo formato, a Fifa estima lucrar entre 650 milhões e 1 bilhão de dólares por edição. O dinheiro seria dividido assim: 75% para os clubes, 5% para as ligas e clubes não-participantes, 20% para programas de desenvolvimento ao redor do mundo. No entanto, as ligas europeias não pretendem ceder tão fácil.

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