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Jogador marfinense atingiu seu auge quando defendeu o clube inglês durante seis anos; hoje, passa dificuldades e tem por muitas vezes, vontade de morrer

Emmanuel Eboué, ex-Arsenal, enfrenta dificuldades após seis anos de Campeonato Inglês
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Emmanuel Eboué, ex-Arsenal, enfrenta dificuldades após seis anos de Campeonato Inglês

No ano de 2005, Emmanuel Eboué chegou à Inglaterra. Jogador nascido na Costa do Marfim, iniciou a carreira no time local ASEC Mimosas e em 2002 foi para o Beveren, da Bélgica. Ex-Arsenal, foram seis anos no clube da Premier League e depois mais quatro no turco Galatasaray.

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Aos 34 anos de idade, o jogador que costumava receber milhões, hoje dorme no chão da casa de um amigo, lava suas próprias roupas e ainda se esconde dos oficiais da Justiça. Em entrevista ao jornal Mirror , o ex-Arsenal revelou que após ir à falência, cogita ainda, por muitas vezes, se matar.

"Eu quero que Deus me ajude", disse Emmanuel Eboué . "Somente ele pode ajudar a tirar esses pensamentos da minha mente". Após a morte de seu irmão, as coisas se complicaram com o fim do casamento com a esposa Aurelie, com quem teve três filhos. No divórcio, o jogador, que hoje defende o Türk Ocağı Limasol da Turquia, ficou sem nada.

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Na divisão de bens, a ex-mulher ficou além da guarda dos filhos, com a mansão que era da família. Ele, por sua vez, foge das autoridades para não ter que assinar a transferência da casa para o nome de Aurelie. "Não posso pagar o dinheiro para continuar a ter qualquer advogado ou advogado. Quando estou na casa, estou com medo. Porque não sei a que horas a polícia virá. Às vezes eu deslio as luzes porque não quero que as pessoas saibam que estou dentro. Coloquei tudo atrás da porta", contou.

"O dinheiro que ganhei, enviei para minha esposa e para os nossos filhos. Na Turquia, eu ganhei oito milhões de euros. Enviei sete milhões para casa. Tudo o que ela me dizia para assinar, eu assinava", confessou. Eboué ainda se considerou "ingênuo" pois nunca soube administrar as quantias que recebia pelo futebol .

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Retrospectiva

Dormindo no chão da sala de estar da casa de um colega, ele confessa que quando assiste à televisão, se sente mal. "Quando eu vejo amigos na TV que eu joguei com ou contra, é difícil vê-los. Tenho vergonha da minha própria situação", disse. "Eu não queria que tivesse acontecido o que aconteceu. Eu não desejo isso a ninguém", completou o ex-Arsenal.

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