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Cartolas de clubes italianos foram convidados pela prefeita de Roma, Virginia Raggi, para visitar um dos maiores campos de concentração

Antissemitismo: Rosto de Anne Frank foi utilizado por ação preconceituosa na Itália
Reprodução/ Ansa
Antissemitismo: Rosto de Anne Frank foi utilizado por ação preconceituosa na Itália

Após os recentes episódios de antissemitismo no futebol italiano, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, decidiu convidar cartolas para a viagem que a capital promove anualmente ao campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia. Chamada "Viagem da Memória", a excursão estudantil é feita em parceria com a comunidade hebraica da cidade.

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Desta vez, Virginia Raggi também convidou Damiano Tommasi, o presidente da Associação Italiana de Jogadores de Futebol, e o chefe do departamento de juniores da entidade, o campeão mundial Simone Perrotta. "Não podemos ignorar o que aconteceu nos estádios nos últimos dias. Aquilo não é futebol, não é esporte. Por isso, decidimos lançar um sinal para sensibilizar todos sobre a importância da história e da memória como antídotos contra o antissemitismo , o ódio e a violência", alegou a prefeita.

No último 22 de outubro, torcedores da Lazio espalharam panfletos com a imagem da adolescente Anne Frank, vítima do nazismo, usando a camisa da Roma. Nos dias seguintes, torcidas organizadas de diversos clubes do país, como Juventus, Fiorentina e a própria Roma, tentaram abafar leituras em homenagem à jovem realizadas antes do início das partidas.

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13 torcedores banidos

O superintendente da Polícia de Estado em Roma, Guido Marino, assinou um procedimento que proíbe a entrada em estádios de 13 torcedores da Lazio acusados de atos antissemitas nos últimos dias. Entre os ultras da Lazio punidos, 12 foram banidos de partidas de futebol por cinco anos (um deles terá de se apresentar em uma delegacia nos dias de jogos), e um, por oito - este último, um laziale de 46 anos, já havia sido proibido de entrar em estádios em outras três ocasiões.

Dos 13 torcedores, seis pertencem à principal organizada da Lazio, a "Irriducibili". Outras sete pessoas já foram identificadas, mas ainda não foram punidas. Segundo a Polícia de Estado, os ultras cometeram "atos de discriminação racial mediante afixação de material antissemita, ofensivo no conteúdo e capaz de incitar o ódio racial". 

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Como forma de tentar banir as ações, os jogadores da Lazio chegaram a entrar em campo vestindo camisas com o rosto de Anne Frank. Nas vestimentas, estampada a frase "Não ao antissemitismo".

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