Giovanni Piccolomo foi campeão mundial com o Corinthians em 2012 arrow-options
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Giovanni Piccolomo foi campeão mundial com o Corinthians em 2012

Cássio, Chicão, Danilo, Paulinho, Guerrero e Tite. Quando o assunto é o título mundial conquistado pelo Corinthians, em dezembro de 2012, esses são os nomes mais lembrados pelos torcedores. O elenco da conquista, entretanto, contava com um jogador pouco lembrado. Trata-se de Giovanni Piccolomo , jovem promissor que saiu das divisões de base do clube para participar desse momento histórico.

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Com apenas 17 jogos e dois gols pelo profissional do Corinthians , o meia, hoje com 26 anos, esteve em todos os jogos que o clube paulista fez em seus domínios na Libertadores e chegou, na época, a ser convocado para a seleção brasileira de base, mas, optou por disputar o Mundial de Clubes . Após passar por uma fase de instabilidade na carreira, não tendo sucesso por times como a Ponte Preta, Tigres, São Bento e Portuguesa, iniciou a retomada do seu melhor futebol no Náutico, para depois se tornar peça imprescindível no acesso do Goiás, marcando o gol que garantiu o retorno a série A em 2018, e do Coritiba , em 2019, quando foi quatro vezes às redes e deu sete assistências.

“Meus últimos três anos foram muito bons. Infelizmente, no Náutico acabei não sendo tão feliz, já que acabamos rebaixados, mas, particularmente, tive um rendimento bom. Isso proporcionou ir para o Goiás, onde tive um dos melhores anos da minha carreira, assim como no Coritiba. Estou muito feliz. A cada ano que passa a gente vai ficando mais experiente”, comenta o meia, camisa dez do time paranaense.

Mesmo em um novo momento, a passagem e os títulos pelo clube paulista são lembranças que não foram apagadas por Giovanni, que as utiliza na sequência da carreira. “O que mais me marcou foi a experiência de dividir o vestiário com jogadores consagrados. Fiquei no hotel concentrado com o Anderson Polga, que é campeão do mundo pela Seleção e pelo Corinthians. Esse diálogo com os atletas, esses momentos antes dos jogos. Isso marca muito. Receber conselhos de grandes jogadores é uma coisa que a gente leva paro resto da vida”, diz ele, que tem lembranças marcantes do pós-conquista, como a festa nos vestiários, a comemoração no hotel, os voos até chegar ao Brasil, as ruas de São Paulo fechadas e a recepção da torcida. “Por ser mais novo, olhava tudo e tremia muito. São coisas que nunca vou esquecer. Só quem passou sabe o que é isso”.

Sobre a falta de oportunidades e uma sequência no Corinthians, o meia faz uma autoavaliação do que pode ter faltado e não esquece do técnico que abriu as portas no time profissional. “Gostaria de ter a experiência de hoje naquela época. Era muito jovem, ao lado de jogadores tão grandes. Era um elenco de primeira linha. Os titulares tinham muita qualidade. Quando olhava para o banco, era o mesmo nível. Mas, sou muito grato ao Corinthians, que me formou como atleta e homem. Por toda minha vida também serei grato ao professor. O Tite estar na seleção hoje é muito mais do que merecido. Aprendi muito com ele”, avalia.

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De volta à série A com o Coxa, Giovanni agora foca na recuperação de uma lesão que teve na pré-temporada, em janeiro. Após romper o tendão do tornozelo direito, o atleta precisou se submeter a um procedimento cirúrgico, com previsão mínima de retorno de seis meses. O clube e o atleta trabalhavam com uma volta na nona rodada do campeonato brasileiro, porém, com a paralisação por conta do coronavírus, ele ganhou um prazo maior de recuperação e pode, dependendo da data do reinício, estar 100% já nas primeiras rodadas.

Sobre o momento do futebol, o meia concorda com a paralisação e lembra que tudo precisará ser avaliado pelos responsáveis. “São vidas que estão em jogo e nós temos que nos conscientizar e nos cuidar nesse momento. Para alguns é muito importante terminar os estaduais. São jogadores que precisam de trabalho, são clubes que precisam acabar os estaduais para ter calendário. Mas, sou a favor de voltar apenas quando a pandemia passar. Jogar sem torcedor também é complicado. É um clima ruim. Difícil falar em retorno nesse momento onde todos dizem que o pico da doença ainda não chegou”, diz.

Apesar de ainda não definir uma data de retorno, no Coritiba já discute internamente um retorno das atividades, com uma liberação gradual em três fases, iniciando com treinos isolados e individualizados, passando para alguns contatos e, por fim, a liberação total. O modelo, aliás, está sendo seguido pelo Bayern de Munique, na Alemanha. “Temos profissionais competentes no clube. Grandes médicos que são capacitados e vão fazer o melhor. Se eles se sentirem seguros e acharem que dá para voltar, vamos voltar com os cuidados necessários. E se eles acharem que tem de adiar ainda mais, nos acataremos. Eles que entendem e nós temos que obedecer”, conclui.

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