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Reprodução/ Twitter
Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis chegaram algemados para depoimento. O ex-jogador enrolou uma camisa nas mãos

ASSUNÇÃO , PARAGUAI - Longe das suítes de luxo dos hotéis cinco estrelas, o ídolo do futebol Ronaldo de Assis Moreira, o Ronaldinho Gaúcho, e seu irmão Roberto de Assis passaram a noite em uma cela improvisada do Grupamento Especializado da Polícia Nacional, após serem oficialmente acusados pela posse de documentos paraguaios adulterados. O local recebe apenas presos de maior relevância.

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Os dois tiveram a prisão decretada pela Justiça do Paraguai na noite de sexta-feira (06), acusados de falsificar documentos, e estão impedidos de saírem do país durante as investigações. Ronaldinho Gaúcho e Assis deixaram a prisão para prestar depoimento na manhã deste sábado (07) ao novo representante do Ministério Público no processo, que determinará se lhes concede liberdade provisória. Os dois chegaram algemados para a audiência.

Cama de solteiro em cela improvisada

Ronaldinho dormiu em uma cama de solteiro dentro de uma sala administrativa, habilitada como cela no chamado "quadrilátero" do Grupamento, relatou o chefe do quartel, comissário Blas Vera.

A poucos metros do dormitório improvisado, estão outros presos, um conhecido político paraguaio processado por corrupção e Ramón González Daher, ex-presidente da Associação de Futebol do Paraguai. Os chamados presos especiais - alguns deles acusados de narcotráfico - cumprem penas neste mesmo prédio.

O ex-jogador de futebol, astro da Seleção Brasileira , do Barcelona e do Paris Saint Germain e que conquistou a Bola de Ouro como melhor do mundo em 2005, recebeu várias visitas. Ronaldinho e o irmão pediram comida de uma rede de fast food para jantar pouco antes da meia-noite (hora local).

Um dos visitantes entregou uma sacola com cobertores e roupas de cama e dois advogados que o acompanharam saíram com mochilas supostamente pertencentes a Ronaldinho e seu irmão, que continham itens pessoais, mudas de roupas e produtos de higiene pessoal, informou o jornalista Iván Leguizamón, do jornal '' ABC Color ''.

Entenda o caso

Ronaldinho e o irmão foram presos no hotel ao chegarem do Palácio da Justiça, onde prestaram depoimento por cerca de sete horas perante o juiz do caso, Mirko Valinotti, que negou o "critério de oportunidade" pedido pela Promotoria Geral, que sugeriu arquivar o processo. Eles estavam no hotel Sheraton, na capital paraguaia.

O magistrado havia dito aos repórteres que Ronaldinho estava livre, mas indicou que ele havia devolvido o arquivo ao Ministério Público (MP).

Embora não houvesse medidas cautelares em relação aos irmãos, o juiz remeteu ao MP do Paraguai o processo a fim de que seja ou não ratificado o pedido dos promotores. Enquanto isso, Ronaldinho e seu irmão estavam livres.

O caso ficou a cargo da Procuradoria Geral, chefiada por Sandra Quiñónez. De acordo com o Ministério Público paraguaio , o uso de documentos públicos com conteúdo falso pode levar a uma pena de cinco anos ou multa. A Procuradora-Geral do Estado ordenou a substituição dos promotores do caso, que recomendavam a liberdade dos brasileiros.

O novo representante do Ministério Público no processo, Osmar Legal, ordenou a captura de ambos e seu encaminhamento para a sede do Grupamento Especializado.

Segundo o " ABC Color ", Ronaldinho e o irmão já tinham um bilhete de voo reservado para voltar ao Brasil marcado para às 17h de sexta-feira. Eles só não retornaram porque a audiência demorou cerca de sete horas.

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O empresário Wilmondes Sousa Lira, suposto representante de Ronaldinho Gaúcho , permanecerá em prisão preventiva na Penitenciária de Tacumbú, considerando que há perigo de fuga. Ele foi acusado de uso de documentos falsos e associação criminosa. As mulheres apontadas como titulares dos dois passaportes adulterados, María Isabel Gayoso e Esperanza Caballero, ficaram em prisão domiciliar.

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