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Empresário foi condenado a 1 ano e 4 meses de prisão em regime semiaberto por receptação de carro roubado, em caso de 2015

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Arquivo pessoal
Edison Brittes com Cristiana Brittes

O empresário Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel , foi condenado pela 12ª Vara Criminal de Curitiba, no Paraná, por um outro crime, cometido em 2015. Com isso, ele deixa de ser réu primário no caso da morte do atleta.

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Nesta investigação por receptação de carro roubado, Edison Brittes foi condenado a 1 ano e 4 meses de prisão em regime semiaberto. Vale destacar que ele está preso desde novembro de 2018, quando admitiu ter matado Daniel.

Edison foi flagrado em fevereiro de 2015 em posse de um carro roubado. Denunciado pelo Ministério Público, o rapaz comprou o veículo sabendo que este era objeto de crime - o furto foi em 2014, na cidade de Porto Alegre.

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Reprodução/Instagram
Caso Daniel: Polícia apreendeu motocicleta na casa da família Brittes que pode ter ligações com o tráfico

Na decisão do juiz José Daniel Toaldo, Edison Brittes não apresentou comprovantes fiscais da compra do carro e relatou versões com valores que não correspondiam ao preço de mercado do veículo.

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"Não há dúvidas de que o acusado se encontrava em condições de saber que o veículo era procedente de crime, não havendo que se cogitar a prática do crime em sua modalidade culposa", diz a decisão que condenou o assassino de Daniel.

Os acusados do caso Daniel

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Reprodução
Allana Brittes e Cris Brittes

Em 29 de novembro de 2018, a Justiça do Paraná decretou a prisão preventiva de seis pessoas. Ainda há uma sétima ré: Evellyn Brisolla Perusso, com quem Daniel "ficou" naquela noite e cometeu falso testemunho. De todos, apenas Edison Brittes está preso. 

  • Edison Brittes Júnior : acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes : acusada de homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor. Ela responde em liberdade;
  • Allana Brittes : acusada de coação no processo, fraude processual e corrupção de adolescente. Ela conseguiu habeas corpus e responde em liberdade;
  • Ygor King : acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor. Responde em liberdade;
  • Eduardo Henrique da Silva : acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor. Ele é primo de Cris Brittes e responde em liberdade;
  • David William Vollero Silva : acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa. Responde em liberdade;
  • Evellyn Brisola Perusso : acusada de denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho. Responde em liberdade.