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Viúvas da Chapecoense protestam por falta de indenização
Reprodução / Instagram
Viúvas da Chapecoense protestam por falta de indenização

Três anos depois do acidente fatal do elenco da Chapecoense, as viúvas dos jogadores ainda não foram indenizadas pela seguradora do voo. Então, quatro representantes foram até às sedes da corretora Aon e da seguradora Tokio Marine Kiln, em Londres, para exigir seus direitos. 

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As esposas de Gil, Filipe Machado, Thiego e Bruno Rangel foram acompanhadas por Neto, sobrevivente da tragédia e que continua sob contrato. Além deles, o presidente da Abravic (Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense ) e mais três advogados também marcaram presença no protesto.

Três anos depois do acidente fatal do elenco da Chapecoense, as viúvas dos jogadores ainda não foram indenizadas pela seguradora do voo. Então, quatro representantes foram até às sedes da corretora Aon e da seguradora Tokio Marine Kiln, em Londres, para exigir seus direitos.

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As esposas de Gil, Filipe Machado, Thiego e Bruno Rangel foram acompanhadas por Neto, sobrevivente da tragédia e que continua sob contrato. Além deles, o presidente da Abravic (Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense) e mais três advogados também marcaram presença no protesto. 

Desde o acidente, os familiares se uniram para levantar a documentação para ajudar na investigação do caso. Segundo os advogados, a queda do avião foi resultado de uma somatória de fatores, que motivaram os familiares a buscarem um ressarcimento perante a instância judicial.

O valor do seguro da aeronave é um grande impasse entre as partes. Atualmente, o valor está em US$ 25 milhões, sofrendo uma queda brusca em relação até 2016, quando era avaliado em US$ 300 milhões. Segundo os advogados, a seguradora Tokio Marine Kiln não faz o pagamento da indenização alegando que a apólice não estava paga, embora isso não tenha sido comunicado antes do voo, algo que impediria que a aeronove levantasse voo.

Para compensar, até por um argumento jurídico, a seguradora se juntou a empresa boliviana Bisa para a criação de um fundo humanitário para repassar um valor simbólico de R$ 935 mil para cada família dos jogadores, em troca que os familiares desistissem dos processos na justiça. Entre 71 famílias, apenas 23 aceitaram o acordo.

Entretanto, os advogados das famíliares calculam que, ao todo, cada família deveria receber entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões, que renderiam entre R$ 16 milhões a R$ 20 milhões. 

RELEMBRE O CASO

A delegação da Chapecoense embarcou em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, no dia 29 de novembro de 2016 com 72 passageiros, incluindo jogadores, dirigentes e jornalistas, além de 9 tripulantes estavam no voo. A aeronave tinha como destino Medelín, onde o clube catarinense enfrentaria o Atletico Nacional, pela final da Copa Sulamericana. 

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Foram 71 corpos resgatados no total, incluindo jogadores da Chapecoense , dirigentes e jornalistas. No entanto, seis pessoas foram resgatadas com vida: os jogadores  Alan Ruschel, Neto e Follmann, o jornalista Rafael Henzel, o técnico da aeronave Erwin Tumiri e a comissária de bordo Ximena Suarez. O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital.

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