Tamanho do texto

Modelo Ludmila Garrido teria sido assediada pelo jogador em 2012 e, diante disso, a defesa da família Brittes pediu seu depoimento nas audiências

Ludmila Garrido
Instagram
Ludmila Garrido é considerada pela defesa uma testemunha chave do caso Daniel

Os advogados de defesa da família Brittes no caso Daniel, que investiga a morte do jogador no mês de outubro do ano passado, em São José dos Pinhais, no Paraná, segue tentando aliviar a pena dos acusados e melhorar as imagens de Edison, Allana e Cristiana perante a Justiça.

Leia também: Defesa dos Brittes explora comportamento de Daniel antes do crime

Apontada como "testemunha chave" do caso Daniel e arrolada para prestar seu depoimento nas audiências recentes, a modelo Ludmila Garrido, de 27 anos de idade, ainda não foi localizada.

A moça acusa o ex-jogador de assédio e seria usada pela defesa dos Brittes para traçar um perfil agressivo e ofensivo do atleta - esse assédio teria acontecido há mais de seis anos em uma casa noturna de Belo Horizonte, quando Daniel ainda tinha 18 anos e defendia as cores Cruzeiro.

Daniel Corrêa correndo
Erico Leonan/São Paulo FC
O jogador Daniel Corrêa foi assassinado no dia 27 de outubro

A família de Daniel alega oportunismo para atacar a sua honra, mesmo depois de morto. "Nunca ouvi falar. Até quero saber quem é essa menina", disse a mãe do jogador durante as audiências no Paraná.

Segundo a defesa dos acusados, Ludmila Garrido seria uma testemunha de suma importância no processo, mas não foi encontrada pelo oficial de justiça no endereço informado. Já os advogados da família de Daniel alegam que o prazo já se esgotou e tenta desqualificar a modelo no processo, já que é considerada irrelevante.

Visualizar esta foto no Instagram.

Última boa malandra

Uma publicação compartilhada por Ludmilla Garrido (@ludmila_garrid) em

De acordo com Nilton Ribeiro, advogado de acusação, a modelo é um factoide criado pela defesa. "É simplesmente para arranhar a honra de uma pessoa que não está mais entre nós. Ela não apareceu e cadê essa mulher? Sumiu!", contou em coletiva.

O caso Daniel

Sete pessoas são acusadas pela morte do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas, no dia 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais. O empresário  Edison Brittes  confessou ter matado o atleta, que, segundo ele, teria tentado estuprar sua esposa, Cristiana Brittes .

Daniel ao lado de Crtistiana Brittes na cama
Reprodução
Daniel mandou fotos ao lado de Crtistiana Brittes logo após gravar um áudio para amigo

Edison Brittes é acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, coação de testemunha e corrupção de menor. Eduardo da Silva, Ygor King e David William da Silva também estão presos por terem participação direta no crime.

Leia também: "Extremamente bêbado", Daniel se envolveu em confusão na balada

Cristiana Brittes responde por homicídio, coação de testemunhas, fraude processual e corrupção de menor; já a filha Allana Brittes responde pelos mesmos crimes, exceto homicídio.

Evellyn Brisola Perusso é a única que responde em liberdade no  caso Daniel . Ela é acusada de denunciação caluniosa e falso testemunho.

    Leia tudo sobre: Futebol