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Jogadora foi homenageada durante cerimônia do COI (Comitê Olímpico Internacional) realizada em Nova York, nos Estados Unidos, e chorou ao relembrar os momentos difíceis da sua vida

Marta chorou em seu discurso e foi aplaudida de pé pelos presentes
Greg Martin/COI
Marta chorou em seu discurso e foi aplaudida de pé pelos presentes

Atual melhor jogadora do mundo, a brasileira Marta participou de uma cerimônia organizada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), em Nova York, nos Estados Unidos, destinada a atletas femininas que se destacam neste universo.

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No evento, Marta ressaltou que o esporte é uma ferramenta eficiente para conquistar a igualdade de gênero. Vale lembrar que ela também é embaixadora das Nações Unidas da Boa Vontade de Mulheres e Meninas no esporte.

"O esporte é uma ferramenta muito poderosa para alcançar a igualdade de gênero. No Brasil, meninas que passaram pelo programa One Win Leads Another, um programa conjunto entre a ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres e o COI , transformaram suas vidas e mudaram a realidade em torno delas. Temos histórias de meninas que completaram o programa e agora estão jogando em equipes profissionais", disse a atleta.

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Eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta é uma das quatro embaixadoras do esporte na ONU em defesa da igualdade de gênero . Ela foi ovacionada e aplaudida de pé pelos presentes.

"Estamos globalmente comprometidos em alcançar a igualdade de gênero até 2030. Há muito a ser feito em tão pouco tempo", completou a camisa 10 da seleção brasileira.

Emocionada no seu discurso e com algumas pausas para chorar, a jogadora lembrou a sua origem humilde, em uma cidade com 11 mil habitantes, em Alagoas, e as dificuldades pelas quais passou. Ela ressaltou que a discriminação e a ausência de chances a incomodaram.

"Preconceito e falta de oportunidades me magoaram muitas vezes ao longo do caminho. Doeu quando os meninos não me deixaram jogar, doeu quando treinadores adultos de times adversários me tiraram de campeonatos porque eu era uma menina", disse.

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"Doeu quando deixei minha família com 14 anos de idade para enfrentar três dias de viagem de ônibus com dinheiro contado no bolso e ir morar sozinha no Rio de Janeiro para jogar futebol profissional. Mas minha certeza de onde eu iria chegar nunca me deixou desistir", completou Marta , que chorou enquanto falava.

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