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Mulher de Edison Brittes, assassino confesso de Daniel, responderia apenas pelos crimes de coação de testemunha e fraude processual

Cristiana Brittes também será denunciada por homicídio no crime contra Daniel
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Cristiana Brittes também será denunciada por homicídio no crime contra Daniel

Cristiana Brittes também será denunciada por homicídio no caso da morte do jogador Daniel, ocorrida no último mês de outubro, na cidade de São José dos Pinhais, no Paraná. Ela é mulher de Edison Brittes, assassino confesso do atleta.

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Além deles, Eduardo da Silva, Ygor King e Willian David da Silva também responderão por homicídio no crime contra Daniel , segundo informou João Nilton Salles, promotor do MP-PR (Ministério Público do Paraná).

Em um primeiro momento, Cristiana Brittes seria indiciada apenas pelos crimes de coação de testemunha e fraude processual, juntamente com sua filha Allana, mas o promotor decidiu denunciá-la também pelo homicídio do jogador.

"Com a análise do inquérito, a conclusão que eu cheguei é que todo esse crime de homicídio jamais teria acontecido da forma como aconteceu sem a atuação determinante da Cristiana", disse o promotor em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo.

"Ela sabia do caráter do marido, da personalidade violenta dele, e quando se iniciaram os atos de homicídio que culminaram na morte do Daniel, ela, ao invés de tentar evitar essa conduta, ela determinou que o Daniel fosse retirado da casa e que eles terminassem os atos de execução fora", finalizou João Nilton Salles.

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O sétimo suspeito, Eduardo Purkote, será indiciado por lesões corporais graves, já que ele participou das agressões ao jogador na casa dos Brittes.

Daniel mandou fotos ao lado de Crtistiana Brittes logo após gravar um áudio para amigo
Reprodução
Daniel mandou fotos ao lado de Crtistiana Brittes logo após gravar um áudio para amigo

Após ouvir 21 testemunhas, o inquérito foi encerrado em um documento com 370 páginas. No total, sete pessoas serão indiciadas pelo assassinado do atleta, que atuava pelo São Bento, mas tinha contrato com o São Paulo.

Para o delegado Amadeu Trevisan,  Edison Brittes decidiu matar Daniel no momento em que o encontrou na cama com sua esposa, Cristiana, durante a festa realizado em sua residência, após a comemoração do aniversário de 18 anos da filha do casal, Allana. E que não houve tentativa de estupro por parte do atleta.

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"Eu entendo que ali ele já decidiu matar, o que ele viu antes ou depois não interferiu. Pelas fotos, a mulher está apagada, dormindo pesadamente. Os depoimentos são unânimes em afirmar que ela estava muito embriagada. O Daniel, como vocês sabem, estava com 13,4 decigramas de álcool no sangue, e pela imagem a gente observa que ele fez aquela foto simplesmente para se aparecer a um grupo de amigos da cidade dele", contou.

Sobre os indiciamentos, Amadeu Trevisan deu a explicação sobre o inquérito do caso Daniel . "Todos os sete foram indiciados, mas não significa que ficarão presos. Devem responder por homicídio qualificado, alguns por fraude processual, tivemos também coação de testemunha no curso do processo. Mas não devo indiciar mais ninguém nesse momento, o inquérito está finalizado", completou.

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