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Bicampeão da Copa do Brasil e campeão da Libertadores à frente do clube, treinador supera trauma do 7x1 e conquista o decacampeonato brasileiro

Campeão da Libertadores pelo Palmeiras, Felipão volta a brilhar e entra de vez na história do clube
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Campeão da Libertadores pelo Palmeiras, Felipão volta a brilhar e entra de vez na história do clube

O treinador Luiz Felipe Scolari voltou a fazer história no Palmeiras. O comandante do pentacampeonato da Seleção, que já havia vencido a Libertadores e duas Copas do Brasil pelo clube do Palestra Itália, superou a desconfiança e o fantasma do 7x1 para conquistar, na tarde deste domingo (25) o Campeonato Brasileiro de 2018 após vitória sobre o Vasco em São Januário. Após o jogo, Felipão rechaçou a fama de "ultrapassado" durante a entrevista coletiva.

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"Não sou ultrapassado. Não sou o melhor, não sou o pior, eu sou um bom técnico, tenho métodos iguais aos outros", disparou Felipão , que completou 22 jogos de invencibilidade no Brasileirão. Ele também lembrou da desclassificação da seleção brasileira na Copa de 2014. "Sabia que um resultado como aquele (o 7x1 para a Alemenha) marca a vida do técnico, de uma seleção como a nossa", completou Felipão.

Ele ainda mostrou alivio por ter conquistado a taça em um ano de tantas cobranças dentro do clube, apontado por muitos como o de melhor elenco do País. "A gente tinha que ganhar alguma coisa. Tivemos três chances para ganhar e ganhamos só essa hoje. Eu falei isso para os jogadores", explicou.

O treinador ainda fez questão de valorizar os atletas do time e apontou o meia como Dudu como o craque do campeonato. Ele ainda lembrou de sua maior conquista, a da Copa do Mundo de 2002 para ressaltar a importância do elenco. "Se a equipe brasileira é pentacampeã, foi porque Rivaldo e companhia lá estavam e fizeram essa equipe pentacampeã", afirmou.

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Cada vez mais ídolo da torcida. o treinador deve seguir à frente do clube em 2019 na busca pelo sonhado título mundial. Semifinalista neste ano, o Palmeiras já garantiu uma vaga direta na fase de grupos da próxima Copa Libertadores por conta do título brasileiro.

Como foi o jogo do título do Palmeiras de Felipão

Deyverson garantiu a festa do Palmeiras de Felipão em São Januário
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Deyverson garantiu a festa do Palmeiras de Felipão em São Januário

Em casa e com o apoio da torcida, o Vasco tentou pressionar logo no início, mas a primeira chance foi palmeirense, aos sete minutos. Mayke cruzou, Leandro Castán tentou cortar e mandou contra o próprio gol, mas Fernando Miguel defendeu.

Aos dez, o Vasco bateu falta rapidamente e Andrey arriscou de fora da área para boa defesa de Weverton. Um minuto depois, Maxi López dominou, ajeitou rapidamente em direção a Pikachu, mas o lateral não conseguiu finalizar e Luan afastou.

Em rápido contra-ataque aos 14 minutos, a bola foi tocada para Pikachu, que bateu cruzado e viu Weverton fazer bela defesa. Na sequência, Felipe Melo afastou. Cinco minutos mais tarde, Pikachu cobrou escanteio e Andrey finalizou sozinho, mas mandou à esquerda.

A última chance da etapa inicial foi alviverde. Bruno Henrique bateu de fora da área e assustou Fernando Miguel.

No segundo tempo, o Palmeiras subiu a marcação, mas criou a primeira chance somente aos sete minutos. Mayke cruzou da direita e Dudu finalizou de primeira, mas pegou mal e mandou direto pra fora.

A equipe comandada por Felipão continuou na pressão, mas ainda assim não assustava Fernando Miguel. Aos 26 minutos, no entanto, isso mudou. Dudu acertou belo passe para Willian, que ajeitou para Deyverson, que desviou para o fundo do gol.

Totalmente cansados, os jogadores do Vasco não conseguiram atacar e pareceram sentir o gol palmeirense e a festa que a torcida alviverde passou a fazer em São Januário.

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Aos 47, para complicar ainda mais, Yago Pikachu foi expulso após reclamar muito com o árbitro. Aos 50, o árbitro encerrou a partida, para festa do Palmeiras, que venceu e conquistou o décimo título brasileiro de sua história.

Além da conquista de 2018, o Palmeiras levou pra casa também os Campeonatos Brasileiros de 1960, 1967 duas vezes, 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016. Felipão , que chegou ao time no fim do primeiro turno, mantém a média de pelo menos um título em todas as vezes que comandou a equipe alviverde.

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