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Daniel Corrêa participou de festa em uma casa noturna e depois foi para a casa da família de Edison Brittes, que confessou ter cometido o crime

Vídeos gravados por um celular horas antes da morte do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos, que estava emprestado pelo São Paulo ao São Bento, mostram o atleta em uma festa da família de Edison Brittes , que na última semana confessou ter matado o jogador alegando legítima defesa para proteger sua esposa, Cristina Brittes, que teria sido abusada por Daniel enquanto dormia.

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Daniel tirou foto com Cristina Brittes, esposa de Edison Brittes, e mandou para amigo antes de ser morto
Reprodução
Daniel tirou foto com Cristina Brittes, esposa de Edison Brittes, e mandou para amigo antes de ser morto

A festa em questão foi de aniversário da filha de Edison, Allana Brittes. A celebração começou na sexta-feira, dia 26, em uma casa noturna de Curitiba, e prosseguiu na manhã do sábado, dia 27, na casa da família que fica em São José dos Pinhas, Região Metropolitana da capital paranaense. Allana, inclusive, foi quem convidou Daniel para a residência (assista ao vídeo mais abaixo) .

De acordo com a Polícia Civil, o jogador foi espancado no domicílio da família e, posteriormente, levado para um matagal, onde o corpo foi encontrado com sinais de tortura. Segundo a apuração preliminar do Instituto Médico-Legal (IML) responsável pelo caso, a morte foi causada por arma branca, isto é, uma faca.

Na última semana, o advogado de defesa Cláudio Daledone, quando contou que o responsável pelo crime foi Edison , disse que o empresário dono de um mercado na cidade arrombou a porta do quarto ao escutar a sua esposa, Cristina Brittes , pedindo por socorro e viu Daniel sobre ela, de cueca, tentando ter relação sexual.

A decisão de matar o jogador com uma faca aconteceu quando o marido viu as mensagens de Daniel trocadas com um amigo pelo celular, em que dizia que havia tido relações sexuais com Cristina e, inclusive, mostrando uma foto ao lado dela deitado na cama.

Além de Edison Brittes, sua esposa e sua filha, também foram presas temporariamente. Em depoimento nesta segunda-feira, Cristina falou durante uma hora e meia, segundo a Polícia Civil, e afirmou que acordou com Daniel deitado em cima dela e que começou a gritar.

Ela contou que o jogador estava "excitado" e "trajando apenas cueca", além de passar a mão pelo corpo dela. Cristina disse também que ele falava: "Calma, é o Daniel". Depois dessa cena, ela revelou que o marido passou a agredir o atleta dentro do quarto e que ela pedia para que ele parasse.

Allana Brittes , em seu depoimento, disse que, quando entrou no cômodo, viu o jogador de cueca e o pai o segurando pelo pescoço. Ela contou ainda que o pai dizia no momento que Daniel estava "na cama que ele dorme com a mulher, mãe das filhas dele", e que o atleta tentava falar, mas não conseguia.

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A morte do jogador Daniel aconteceu no sábado, dia 27 de outubro, e as investigações devem prosseguir pelos próximos dias, apesar de Edison Brittes já ter confessado a autoria do crime.

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