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Presidente do Conselho Deliberativo do clube acredita que a votação do impeachment de José Carlos Peres contará com mais de 17 mil sócios

Em entrevista na manhã desta quinta, o presidente do Conselho Deliberativo do Santos , Marcelo Teixeira, confirmou "assembleia inédita" e detalhou como será a votação do pedido de impeachment do presidente José Carlos Peres, neste sábado, na Vila Belmiro, a partir das 10h.

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Marcelo Teixeira (centro), presidente do Conselho Deliberativo do Santos, confirmou assembleia inédita e garante segurança dos sócios
Divulgação/ Santos FC
Marcelo Teixeira (centro), presidente do Conselho Deliberativo do Santos, confirmou assembleia inédita e garante segurança dos sócios

De acordo com Marcelo Teixeira , pouco mais de 17 mil sócios estão aptos a votar e participar da assembleia inédita. A votação começará às 10h e encerrará às 18h. O associado precisará levar a carteirinha de sócio e um documento com foto.

Ele receberá duas cédulas, uma para cada processo (foram aprovados no Conselho Deliberativo dois pareceres sobre o impeachment). Após o voto, o sócio deixará a cédula em uma das 10 urnas existentes no local. Assim que encerrada a votação, a apuração começará no mesmo local.

O dirigente acredita que a apuração terá a duração de cerca de uma hora, mas o dirigente evita fazer projeções sobre o número de votantes. “É difícil fazer uma projeção porque nós nunca tivemos um processo de impedimento. Estamos preparados para receber os 17 mil", afirmou.

"Teremos seguranças do clube na parte externa e segurança terceirizada na parte interna. Nós temos 120 pessoas envolvidas pelo clube, mas temos órgãos de apoio como a Polícia Militar, que mandará o número necessário de policiais para o local. Será um número como se fosse de um jogo”, acrescentou.

Marcelo Teixeira evitou comentar sua posição pessoal sobre o impeachment, mas lamentou a forma como todo o processo está sendo tratado. O dirigente afirmou que, até agora, nenhuma liminar para impedir a realização do pleito foi concedida pela Justiça.

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“No momento, não existe nada que prejudique a realização do pleito. Me parece que a briga é entre duas partes e não queremos nos envolver. Nós temos tido cuidado para não tecer comentários sobre o momento. É natural, é óbvio, dificilmente tivemos situações como essas vividas no clube. Isso sem dúvida alguma prejudica”, opinou.

O dirigente também comentou matéria do site globoesporte.com com imagens de um empresário pagando mensalidades atrasadas de alguns sócios numa suposta troca por votos a favor do impeachment de José Carlos Peres .

“Nada prejudica porque as providências não estão relacionadas a estes atos. Não sabemos se foi gravado para prejudicar A ou B. Estamos acompanhando, mas não são fatos concretos para que a mesa possa atuar. Não sabemos se realmente é empresário”, ponderou.

Teixeira ainda alegou não ter sido procurado pelo presidente José Carlos Peres em momento algum para tratar de supostas irregularidades no processo de impeachment. “Em nenhum momento ele comentou com a gente, com a mesa, com o Conselho. O Conselho tem se pautado de uma forma atuante, séria, sempre no resguardo do Estatuto. Não queremos tomar partido de A ou B. O que interesse é cumprir o Estatuto e isso que estamos fazendo”, disparou.

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Se o processo de impeachment for aprovado na assembleia inédita , o vice-presidente Orlando Rollo assume o clube imediatamente. E terá de cara a missão de completar o Comitê de Gestão, com a escolha de um vice-presidente e quatro membros do CG. Os indicados teriam de ser aprovados em reunião do Conselho Deliberativo, o qual Marcelo Teixeira é presidente.

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