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A disputa pela Presidência do São Paulo chega ao fim hoje em um clima quente, mas com um final praticamente consolidado. Oposição não conseguiu barrar eleições e Leco caminha para a vitória certa

Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco a caminho da reeleição certa
Alex Falcão/Futura Press
Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco a caminho da reeleição certa

Por uma diferença de cerca de 30 votos, o atual presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, deve ser reeleito para mais três anos e oito meses à frente do clube. O atual presidente disputa o cargo com José Eduardo Mesquita Pimenta, escolhido e financiado pelo empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da BRF, empresa-alvo da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal. 

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Leco , que vem liderando todos os levantamentos desde o início da campanha, praticamente selou o resultado com o fracasso da última cartada da oposição. Na iminência da derrota de Pimenta, o conselheiro Francisco de Assis Vasconcelos Pereira da Silva tentou impedir na Justiça o voto de 59 conselheiros vitalícios. Neste pedido, o conselheiro, eleitor declarado de Pimenta, alegou ainda supostos vícios na reforma do Estatuto Social do São Paulo e pediu, alternativamente, o adiamento das eleições, previstas para começarem às 19h de hoje.

Oposição tenta melar, mas não consegue

O pedido foi negado pela juíza Rosana Moreno Santiso, da 3ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, garantindo a realização do pleito. Enquanto a oposição tentava anular as eleições na Justiça, estima-se que a candidatura de Leco tenha ampliado sua liderança e atinja, hoje, entre 128 e 135 votos, contra 92 e 97 dos votos de Pimenta.

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A candidatura Pimenta também foi abalada após apoio dado a ele nas redes sociais pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, figura polêmica no clube, que renunciou em 13 de outubro de 2015 após várias denúncias de corrupção. No começo da campanha, Pimenta já havia se manifestado a favor da reabilitação de Aidar, mas, diante da reação negativa da maioria dos 240 conselheiros que compõem o colégio eleitoral do clube, prometera à sua equipe não tocar mais no assunto. O apoio aberto de Aidar, dado na reta final de campanha, explicitou a relação entre ambos. 

Presidente da BRF, empresa alvo da operação "Carne Fraca", Abílio Diniz financia oposição

Nem mesmo as duas recentes derrotas do São Paulo dentro do campo, em pleno Morumbi, contra o Cruzeiro e contra o Corinthians, abalaram o rumo das eleições, apesar da tentativa do empresário Abílio Diniz de utiliza-las para reverter o resultado nas urnas.  Em carta aberta aos conselheiros, Abílio critica a atual gestão e diz que a “escolha se dará entre a mediocridade ou voltar a ter esperança.” Para Abílio, votar na gestão atual é “optar pelo mais do mesmo.”

Em resposta, Leco diz que a carta de Abílio "expressa com nitidez a sua personalidade e as razões pelas quais o candidato que ele tirou do bolso será derrotado nas eleições de hoje no São Paulo". Segundo o presidente, o empresário age como se os conselheiros do clube fossem seus empregados. "Os conselheiros e dirigentes do São Paulo não obedecem às ordens do patrão da carne fraca", disse.

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