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O atual presidente do clube catarinense desistiu de ir à Colômbia dois dias antes do embarque

Ivan Tozzo, presidente da Chapecoense
Reprodução
Ivan Tozzo, presidente da Chapecoense


Ivan Tozzo assumiu o cargo de presidente da Chapecoense após o acidente com a aeronave que transportava a delegação do time. O até então presidente Sandro Pallaoro foi uma das 71 vítimas do avião que caiu na Colômbia.

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Em entrevista à Folha de S.Paulo, o mais novo presidente contou que desistiu da viagem à Medellín dois dias antes do embarque. "Meu nome estava na relação, mas no sábado avisei que não iria mais. Não tive pressentimento. Apenas não estava me sentindo bem."

Tozzi vai concorrer à presidência do clube que está marcada para o dia 20 de dezembro e afirmou que a Chape vai processar a empre boliviana responsável pelo voo, a Lamia. "Temos uma equipe de procuradores federais para tratar desta parte jurídica. Eles vão fazer essa investigação toda. Temos o contrato assinado e tudo documentado. Nosso clube está bem organizado, foi tudo bem feito na questão da apólice de seguro. Vamos processar eles (Lamia) com certeza."

Segundo o dirigente, o clube fez um contrato baseado na lei e obrigando a empresa aérea a também fazer um seguro de viagem, que foi constatado no contrato. O contrato seria de até 50 milhões de dólares mas Ivan Tozzi afirmou que ainda não foi checado se a Lamia fez o pagamento da apólice. O que o preocupa, já que, se a companhia estivesse falida, existiria a possibilidade de não terem pago.

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Futuro da Chape

Quanto ao fato de se tornar presidente oficial do time catarinense, Tozzi declarou que continuará no cargo se seus colegas aceitarem. "Existe uma eleição e temos 200 conselheiros. Se fechar com o que eu penso, vamos ficar com a meta por mais dois anos."

"O que precisamos agora é de apoio financeiro. A disputa esportiva é sadia e não uma luta de vida e morte. Se perdermos, não tem sentido a gente ficar na Série A do Campeonato Brasileiro. A vaga tem que ser conquistada dentro de campo", disse o dirigente sobre não terem aceitado a imunidade contra o rebaixamento.

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Por fim, o presidente agradeceu a CBF e a solidariedade dos times de todo o mundo. "O povo hoje é solidário e está nos ajudando bastante. Se prontificando a ajudar. Se pudéssemos agradecer todas essas pessoas eu faria."

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