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O ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, utilizou avião privado da entidade para voltar dos Estados Unidos

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF renunciou ao cargo em 2012
Reprodução/Twitter
Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF renunciou ao cargo em 2012

Segundo informações da Folha de S. Paulo, Ricardo Teixeira teria utilizado aeronave privada da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para voltar ao Brasil. O ex-presidente da entidade deixou o cargo em 2012 e voltava dos Estados Unidos. No caminho, o avião teria feito uma escala em um paraíso fiscal no Caribe.

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O FBI repassou as informações à Polícia Federal brasileira neste mês, no entanto, de acordo com o documento, a viagem aconteceu em 2014, dois anos depois de ter deixado a presidência. Segundo o relátorio, o ex-presidente da CBF  saiu da Flórida, no aeroporto de Opa Locka, no dia 10 de fevereiro de 2014, junto com sua filha mais nova. Além deles, um homem identificado como Murilo Ramos encontrava-se no voo. Antes de aterrisar no no Rio de Janeiro, eles pararam em Barbados, paraíso fiscal. No entanto, o FBI não comunicou quanto tempo Teixeira permaneceu no país caribenho.

O jatinho utilizado pela viagem, Cessna 680, é avaliado em R$ 30 milhões. Estima-se que o fretamento de uma aeronave do porte utilizado para a viagem em questão, de Miami para o Rio, seja de pelo menos R$ 150 mil. 

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Antes de chegar aos Estados Unidos, no dia 31 de janeiro de 2014, a aeronave fez escala em Boa Vista, Roraima. Os agentes do FBI questionam o motivo pelo qual o avião não parou na mesma cidade durante o retorno ao Brasil. 

Após a investigação do FBI, Ricardo Teixeira voltou a morar no Brasil. Até então, o ex-presidente morava em Miami e tinha uma mansão de mais de 600 metros quadrados na qual comprou por R$ 25 milhões. 

Confira a nota da CBF

"As informações fornecidas ao jornal não são verdadeiras. A aeronave da CBF foi levada à Orlando no dia 31 de janeiro de 2014, com a única finalidade de ser submetida à revisão no Centro de Manutenção da Cessna.

No retorno, em 10 de fevereiro, considerando que o avião voltaria somente com a tripulação e, provavelmente com autorização da administração da CBF à época, retornaram 'de carona', em caráter pontual e excepcional, apenas dois passageiros: o ex-presidente Ricardo Teixeira e sua filha. Não há registro, conforme comprovam os documentos de embarque emitidos pelas autoridades aéreas, de qualquer outro passageiro.

As rotas de voo foram definidas exclusivamente pelos pilotos, considerando a falta de autonomia do avião para um voo direto ao destino no Brasil e a disponibilidade de aeroportos na rota. Conforme consta do relatório de voo, a parada em barbados durou 55 minutos e serviu apenas para o reabastecimento. Não houve embarque ou desembarque de nenhum passageiro."

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Ricardo Teixeira permaneceu no cargo de presidente da CBF por mais de vinte anos. Seu sucessor, José Maria Marin, foi promovido em 2012 e era o responsável pela Confederação na época da viagem. Marin encontra-se preso desde 2015, quando foi indiciado na Suiça pelo FBI e acusado de fraude e lavagem de dinheiro. Atualmente o presidente da entidade é Marco Polo Del Nero. Por meio de nota oficial, a Confederação justificou o voo como uma "carona".