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Revelado na conhecida base de Meninos da Vila o ex-atacante relembra a carreira e faz avaliação do que poderia ter mudado em campo.

Acompanhei o início da carreira de Rodrigo Fernandes Aflen que ficou conhecido em campo como Rodrigão. Lembro que quando ainda despontava como Menino da Vila na base alvinegra se destacava por ter presença de área e principalmente pela facilidade de movimentação.

A aposta da diretoria no Menino da Vila era tão alta que antes mesmo de se firmar no profissional foi emprestado ao modesto Jabaquara Atlético Clube (time da cidade de Santos que disputava a quarta divisão estadual) para ganhar ritmo de jogo e enfrentar situações mas duras em campo. Retornou ao Peixe em 1999 e despontou.

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A minha lembrança daquele ano foi de um torneio Rio/São Paulo onde Rodrigão chegou a final da competição contra o Vasco e logo chamou a atenção da CBF e foi convocado para a seleção sub-23 onde o Brasil enfrentou os Estados Unidos  em amistoso no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Rodrigão foi o destaque daquela partida. Sofreu pênalti e teve personalidade para bater e marcar. Vitória por 7 a 0 e a esperança de compor o elenco olímpico para Sydnei.

Mas uma lesão grave o tirou da disputa pelo ouro e a partir daí a carreira de Rodrigão foi marcada por muitos altos e baixos (assista no vídeo acima) . Afirmo aqui que a qualidade técnica e presença de área deste jogador eram sensacionais.  E isso foi obsevado pelo Internacional que contou com o atleta ainda no ano de 2000. 

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Rodrigão quase foi um dos integrantes da geração de 2002 com Diego, Robinho, Elano e Renato. Mas uma proposta do Saint-Étienne (França) agradou os dirigentes que precisavam de dinheiro para a manutenção de um elenco, à época, com Edmundo, Rincón, Marcelinho Carioca. Alí, com o aval do então treinador Carlos Alberto Silva, Rodrigão se despediu do clube que o revelou.

Uma temporada no Saint-Étienne (assista no vídeo acima) e o retorno ao futebol nacional. Rodrigão serviu clubes como Botafogo, Guarani, Santo André (vice-campeão paulista em 2010), Atlético Paranaense e Palmeiras (2007) onde conviveu com grandes jogadores e marcou o que elege o gol mais bonito da carreira. Rodrigão hoje vive nos Estados Unidos e estuda gestão para contribuir com os clubes brasileiros. O Menino da Vila , apesar de ter rodado bastante, tem um sonho de retornar a sua casa. Tudo isso você confere, detalhe por detalhe, no 3º episódio do Resenha Futebol Clube. 

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