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O São Paulo tem que ir fundo para voltar às glórias do passado, mas tudo é relativo

Torcida tricolor do São Paulo no Morumbi
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Torcida tricolor do São Paulo no Morumbi

“Ó Tricolor. Clube bem amado. As tuas glórias, vêm do passado!”

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A cada ano, essa frase do hino do São Paulo Futebol Clube parece ser mais verdadeira. As glórias estão ficando lá atrás, no passado. O clube tricolor , como instituição, deixou lá muito da sua tradição e respeito, além da maneira de se comportar perante os torcedores e a própria imprensa.

Fato é que os tempos mudaram e o Tricolor, ao que fica evidente, parou no tempo e espaço. Albert Einstein disse que “dois corpos não ocupam o mesmo lugar, ao mesmo tempo, no espaço”. E no São Paulo , as coisas não são bem assim, elas se confundem, se misturam, o ótimo divide espaço como péssimo, o aceitável com o inaceitável, o perfeito com o imperfeito, o fantástico com o absurdo e por aí vai. Tudo é relativo, ou não?

Albert Einstein era Tricolor? Não né
Divulgação
Albert Einstein era Tricolor? Não né

Então qual é o problema do clube? Administração, que não faz o planejamento correto, que investe mal, que não trata o patrimônio como se deve, que contrata maus profissionais em todas as áreas, que não traz inovações para o clube que sempre foi de vanguarda, o presidente que é fraco, a oposição que inexiste, o que e quais são os problemas do clube do Morumbi?

Podemos ter várias respostas para essas perguntas, podemos ter um resposta só, a mais óbvia: talvez seja o Presidente Leco . Ele faz parte do grupo que comanda o Tricolor há décadas, grupo que foi vencedor com Juvenal Juvêncio, que elegeu Carlos Miguel Aidar, um fracasso completo e que manchou a história e a índole tricolor. Aí entra o Leco para “apagar o incêndio”, fica, fica e não ganha nada. Se gasta uma “bala” e o time não levanta nenhum caneco, nadinha, “neca de piripitibas”...

Leco, Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar, todos já presidentes do Tricolor
Arquivo iG Esporte
Leco, Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar, todos já presidentes do Tricolor

Ah o dinheiro... money, cash, dinero, de l’argent, plata, geld, qián, den’gi, naqud ou simplesmente petrodólares, será que esse é o maior problema do SPFC?

Grana!
Reprodução/ANS
Grana!

Quem sabe não está aí a solução para todos os problemas do Tricolor? Imagina só... O São Paulo que é um clube que se orgulha de sempre estar à frente do seu tempo e dos outros (“Entre os Grandes És o Primeiro!”, o hino diz isso também), o clube vira empresa (mexe de vez e verdadeiramente no estatuto), separa o clube social do clube esportivo, abre capital na bolsa e vende suas ações para um grupo estrangeiro, de preferência árabe, que até durarem os estoques de petróleo, será de onde o dinheiro jorra com mais abundância. Isso se chama prosperidade literal.

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Tá imaginando? Chega aqui no Brasil um Xeique, Sultão ou Emir, que não sabe mais onde colocar sua grana e se depara com um dos maiores clubes do mundo, que tem camisa e história em conquistas dentro e fora do seu país, com uma estrutura de dar inveja, com uma torcida enorme e que precisa de uma administração melhor (isso eles sabem fazer e são experts), que precisa de muuuuuito dinheiro para rivalizar dentro e fora de seu território e que pode trazer um título mundial para os investidores... Isso seria um paraíso em meio ao caos que vive o clube na última década.

Mas para e imagine... Imagine mesmo, de verdade... Parece um sonho né? Eu acho que pode ser uma realidade e isso para mim não é loucura nenhuma, são os novos tempos que o futebol e principalmente o clube precisam viver...

Xeique e seu petróleo. Quer investir no Tricolor?
Facebook/Reprodução
Xeique e seu petróleo. Quer investir no Tricolor?

Saca só: Paris Saint Germain e Manchester City, só pra citar dois pela Europa, até outro dia, estavam no ostracismo e olha que não têm 10% das conquistas que tem o São Paulo. Hoje ganham muita coisa, mas ainda não conquistaram a Europa. Aqui, o Tricolor já conquistou a América e o Mundo por 3 oportunidades. Imagina só que investimento certeiro, por exemplo, dos árabes... Ah, eles ficariam com 51% do clube, poderiam reformar o Morumbi ou até construir outra casa para o SPFC, já que alguém teve a bela ideia de tombar o estádio.

Seria para os são-paulinos, a união da oportunidade com a necessidade, seria o misto-quente na padoca, o comercial na hora do almoço, seria a lua e o sol juntos, seria caviar com lagosta (nem sei se combinam), seria o melhor dos mundos. O fim de uma Era e o início de outra. Daqui alguns anos, o torcedor tricolor e os rivais, nem lembrariam que o clube tem um dono, todo mundo só ia se preocupar com os títulos conquistados e os que estariam por vir. Tudo isso em grande quantidade, no atacado...

Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG
Divulgação
Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG

Obviamente que o clube tem que se modernizar. Tem que ter uma administração profissional e verdadeira, afinal, ninguém rasga dinheiro por aí, não é mesmo? Já que o problema é grana e administração, entreguem o clube a quem tem o dinheiro e sabe administrar uma empresa. Duvido que algum torcedor do São Paulo iria reclamar. O problema são os grupos que querem o poder, imagina só, agora, de uma hora para outra, deixar estrangeiros entrarem no seu território, dominar tudo e acabar com seus privilégios, carteirinhas, boquinhas, presentinhos e tudo mais? Hummm, isso ia ser um problema sério.

Ah tem a questão da tradição também, afinal, o clube sempre teve suas tradições respeitadas, assim como o modus operandi desde 1930. Mas me diz uma coisa: de que adianta isso se a coisa não anda e o mundo gira mais rápido do que se pode imaginar? Será que ninguém ambiciona transformar o clube em uma potência mundial de fato e de direito?

Rogério Ceni é um dos grandes ídolos da história tricolor
Arquivo iG Esporte
Rogério Ceni é um dos grandes ídolos da história tricolor

Imagina só como isso seria... Seria a volta ao passado para um futuro de glórias... Mas tudo é relativo...

'De Volta para o Futuro'
Divulgação
'De Volta para o Futuro'


Dica do Narrador

Ao se preparar para uma transmissão, converse antes com seus companheiros de trabalho e afine tudo o que será feito durante o evento. Entrosamento faz a diferença.

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